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Cães podem se ‘viciar’ em bolinhas como humanos desenvolvem dependências

Sinais de obsessão por brinquedos sugerem que cachorros compartilham mecanismos neurológicos associados a comportamentos aditivos em pessoas

Por Ligia Moraes Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 15 out 2025, 14h00 •
  • Nem toda paixão por bolinhas é brincadeira. Um novo estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Bern, na Suíça, revelou que alguns cães domésticos podem desenvolver comportamentos comparáveis aos vícios humanos, especialmente quando o assunto são brinquedos. O trabalho, publicado na revista Scientific Reports, analisou mais de cem cães e descobriu que parte deles apresentava sinais de dependência, incluindo fissura, perda de controle e busca compulsiva pela recompensa, mesmo quando estavam cansados ou machucados.

    Os pesquisadores chamam o fenômeno de “motivação extrema por brinquedos”, um comportamento que vai além da brincadeira saudável. Segundo o estudo, 33 dos 105 cães observados exibiram sinais que lembram as dependências humanas, como a dificuldade de resistir ao impulso de brincar, a preferência pelo brinquedo em vez da comida e a insistência em alcançá-lo mesmo quando estava fora de alcance.

    Quais são as semelhanças entre o cérebro canino e o humano?

    A pesquisa é uma das primeiras a sugerir que o comportamento dos cães pode ser usado como modelo para estudar dependências comportamentais em humanos, como jogos de azar ou vício em internet. Os autores explicam que os circuitos cerebrais envolvidos; especialmente os ligados à liberação de dopamina, o neurotransmissor associado à sensação de prazer; são semelhantes nos dois casos.

    Enquanto em humanos a repetição de atividades prazerosas pode gerar dependência, nos cães o mesmo pode ocorrer com brincadeiras que ativam intensamente o sistema de recompensa. Isso faz com que o animal busque o estímulo repetidamente, sem conseguir parar.

    Raças conhecidas pela energia e pela necessidade de estímulo mental, como labradores, border collies e pastores, foram as mais propensas ao comportamento compulsivo. Essas raças, segundo os pesquisadores, têm histórico genético de seleção para tarefas que exigem alta motivação e resistência, o que pode explicar sua tendência a “viciar” em brinquedos.

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    Quando brincar demais vira problema?

    Brincar é essencial para o bem-estar físico e mental dos cães. No entanto, o estudo alerta que, em casos extremos, a obsessão pode gerar frustração, estresse e até lesões, especialmente quando o brinquedo é retirado ou o jogo é interrompido.

    Alguns animais observados chegaram a ignorar comida, ordens dos donos e sinais de exaustão para continuar brincando — comportamento que, segundo os autores, se encaixa nos critérios de dependência comportamental usados para descrever vícios em humanos.

    Os pesquisadores recomendam que tutores fiquem atentos a sinais de fixação excessiva: cães que só brincam com um mesmo objeto, rejeitam outros estímulos ou demonstram ansiedade quando o brinquedo é guardado. Alternar atividades, oferecer pausas e priorizar interações sociais podem ajudar a evitar que a brincadeira ultrapasse o limite do saudável.

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