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Conheça a cratera de gás que ainda queima 50 anos após acidente geológico

Formação no Turcomenistão, foi causada por uma perfuração mal-sucedida nos anos 1970 e segue liberando gás em chamas até hoje, sem previsão de ser apagada

Por Ligia Moraes Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 28 mar 2025, 17h30

No meio do deserto de Karakum, no Turcomenistão, uma cratera em chamas intriga visitantes e especialistas há mais de cinco décadas. Com cerca de 70 metros de diâmetro e 30 metros de profundidade, a formação, oficialmente chamada de  Cratera de Gás de Darvaza, ficou conhecida internacionalmente como “Porta do Inferno” (Door to Hell, em inglês). Em 2018, o governo turcomeno a renomeou oficialmente como “O Brilho de Karakum”.

A origem do buraco remonta ao início da década de 1970, durante uma operação de perfuração soviética em busca de gás natural. Segundo a versão mais amplamente aceita, um colapso no solo engoliu a plataforma de perfuração e revelou uma caverna subterrânea rica em metano. Para conter o vazamento de gases tóxicos, os cientistas atearam fogo no local, acreditando que o gás queimaria em poucos dias. No entanto, mais de 50 anos depois, as chamas continuam ativas.

A “Porta do Inferno”
A “Porta do Inferno” (Alexander Vershinin/AP)

Por que o fogo nunca se apagou?

As labaredas que iluminam a cratera dia e noite são alimentadas pelo metano que ainda escapa do subsolo. O gás altamente inflamável mantém o fogo constante, tornando a cratera uma espécie de fogueira permanente no coração do deserto. A intensidade das chamas, porém, parece ter diminuído nos últimos anos. Visitantes frequentes relatam que a quantidade de fogo visível tem sido menor, o que pode indicar o esgotamento gradual do reservatório de gás.

O calor é perceptível mesmo a vários metros de distância da borda, e o espetáculo é ainda mais impressionante à noite. A atração acabou se tornando o principal ponto turístico do país, recebendo turistas que encaram uma longa viagem pelo deserto até a pequena localidade de Darvaza.

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A cratera queima há décadas, mas visitantes frequentes dizem que as chamas estão menos intensas atualmente.
A cratera queima há décadas, mas visitantes frequentes dizem que as chamas estão menos intensas atualmente. (darkydoors/iStockphoto/Getty Images)

O governo já tentou apagar a cratera?

O presidente Gurbanguly Berdimuhamedow ordenou oficialmente em 2022 que especialistas encontrassem uma forma de extinguir a cratera, alegando riscos à saúde das comunidades próximas e perdas econômicas por conta do desperdício de gás. Essa não foi a primeira tentativa: em 2010, o mesmo presidente já havia dado instruções semelhantes, mas sem sucesso. Porém, até o momento nenhuma ação concreta foi divulgada.

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