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Fóssil revela parente humano desconhecido de 1,4 milhão de anos

A identificação do 'Paranthropus capensis' amplia o conhecimento sobre a diversidade de hominídeos do passado

Por Marília Monitchele Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 6 fev 2025, 11h37 - Publicado em 6 fev 2025, 09h30

Um novo estudo revelou que um maxilar fóssil com 1,4 milhão de anos pertence a uma espécie até então desconhecida do gênero Paranthropus, um grupo extinto de hominídeos que viveu na África. Conhecido pelo apelido de “homem quebra-nozes” devido às suas mandíbulas e molares robustos, a nova espécie se diferencia por possuir dentes e maxilar menores, o que pode indicar hábitos alimentares distintos dos de seus parentes já conhecidos.

A descoberta do fóssil e sua reavaliação

O fóssil analisado, identificado como SK 15, foi encontrado em 1949 na caverna de Swartkrans, um dos mais importantes sítios arqueológicos da África do Sul. Inicialmente, os cientistas acreditavam que pertencia a uma espécie primitiva chamada Telanthropus capensis. Mais tarde, na década de 1960, a hipótese predominante era de que ele pertencia ao Homo ergaster, um ancestral direto dos humanos modernos.

No entanto, a nova análise, conduzida por pesquisadores da Universidade de Bordeaux, na França, trouxe à tona uma hipótese inteiramente nova. Por meio de varreduras de raios X e reconstruções 3D, a equipe descobriu que a estrutura óssea do maxilar era significativamente mais espessa do que qualquer mandíbula de Homo conhecida. Além disso, a dentina dos molares apresentava características distintas que o diferenciavam dos fósseis de Homo ergaster. A partir desses dados, os cientistas concluíram que SK 15 não pertencia ao gênero Homo, mas sim a uma espécie desconhecida de Paranthropus, batizada de Paranthropus capensis.

O impacto da descoberta na compreensão da evolução humana

A identificação do Paranthropus capensis amplia o conhecimento sobre a diversidade de hominídeos que habitaram a África no passado. Até o momento, apenas três espécies desse gênero eram conhecidas: P. aethiopicus, P. boisei e P. robustus. A descoberta indica que, há cerca de 1,4 milhão de anos, ao menos duas espécies de Paranthropus coexistiam na região sul do continente africano: P. robustus e o recém-descoberto P. capensis.

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A pesquisa sugere que essas duas espécies ocupavam nichos ecológicos distintos. Enquanto P. robustus, com seus dentes e mandíbula massivos, tinha uma dieta altamente especializada, P. capensis, devido ao tamanho menor de sua mandíbula e de seus dentes, pode ter tido uma alimentação mais variada, explorando diferentes fontes de alimento.

Ainda não se sabe se P. capensis foi um beco sem saída evolutivo ou se sua linhagem perdurou por mais tempo do que se imagina. Como o registro fóssil de hominídeos primitivos é escasso, há possibilidades de que novas descobertas futuras revelem outras espécies que possam ter sobrevivido além do período conhecido atualmente. O estudo, porém, reforça a importância da contínua exploração arqueológica para compreender melhor a trajetória evolutiva da humanidade.

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