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Augusto Nunes

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Um caso de polícia disfarçado de blogueiro

Eduardo Guimarães foi levado pela PF para depor sobre a manobra criminosa em que se meteu

Por Augusto Nunes 23 mar 2017, 13h51 • Atualizado em 23 mar 2017, 13h52
  • O blogueiro Eduardo Guimarães não é jornalista. É comerciante, como ele mesmo vive lembrando.  Por não ser jornalista, não tem fontes. Tem parceiros, cúmplices, comparsas, todos interessados em divulgar qualquer material que sirva aos objetivos da seita que venera Lula. Por não ter fontes, a Polícia Federal não pretendia identificar alguma delas ao levá-lo para depor nesta terça-feira.

    O que os agentes queriam era ouvir o bucaneiro da internet envolvido num vazamento criminoso destinado a obstruir a execução da Operação Aletheia, que acordou o ex-presidente com aquelas batidas na porta às seis da manhã. Guimarães foi o primeiro a noticiar a provável condução coercitiva do ex-presidente. Mas essa e outras informações sigilosas já haviam sido repassadas por ele a quadrilheiros na mira da Polícia Federal.

    Isso não é papel de jornalista. É coisa de gente capaz de escrever o que publicou em 21 de junho de 2015: “Os delírios de um psicopata investido de um poder discricionário como Sergio Moro vão custar seu emprego, sua vida”. Tudo somado, a condução coercitiva de um investigado pela Justiça Federal tem tanto a ver com atentados à liberdade de imprensa quanto a proibição de cantorias num botequim ainda aberto às quatro horas da madrugada.

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