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Pequenos diálogos para desbravar grandes obras & ideias − e cuidar melhor de si e do mundo

Neste clássico sobre São Paulo, tem até jogo entre Corinthians e Palmeiras

'Brás, Bexiga e Barra Funda', livro inescapável sobre a cidade que celebra 472 anos, ganha edição fac-similar quase um século depois de sua publicação

Por Diogo Sponchiato Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 23 jan 2026, 13h20 • Atualizado em 23 jan 2026, 18h45
  • “Este livro não nasceu livro: nasceu jornal. Estes contos não nasceram contos: nasceram notícias”, adverte António de Alcântara Machado no artigo de fundo que abre Brás, Bexiga e Barra Funda, o “órgão dos ítalo-brasileiros de São Paulo”, na definição do autor.

    Eis um clássico sobre a cidade que celebra mais um aniversário no dia 25 de janeiro. Notícia ou conto, fato é que um capítulo da história paulistana passa pelas ruas e páginas desse livro – ou jornal. É a crônica de um povo que ajudou a forjar uma metrópole com suor, dor e graça.

    António de Alcântara Machado, em retrato de B. J. Duarte
    António de Alcântara Machado, em retrato de B. J. Duarte (Foto: B.J. Duarte/ Editora 34/Reprodução)

    Quase 100 anos depois de sua publicação, temos a oportunidade de ler essa obra peculiar que só com o visual e o gostinho de quem a apreciou pela primeira vez lá em 1927. É o que propõe a edição fac-similar publicada pela Editora 34, ainda dotada de um rico aparato crítico e didático elaborado pelo pesquisador francês e especialista em modernismo brasileiro Antoine Chareyre.

    Brás, Bexiga e Barra Funda

    bras-bexiga-barra-funda

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    Brás, Bexiga e Barra Funda, com os nomes dos bairros que concentravam os imigrantes italianos da cidade no início do século XX, é o retrato em estilo taquigráfico de uma comunidade que inscreveu seu DNA na cultura brasileira.

    Acompanhamos ali os sonhos de Gaetaninho – protagonista de um conto frequentemente incluído em antologias -, os flertes de Carmela, as confusões nacionalistas em um tiro de guerra

    E até o duelo entre Corinthians e Palmeiras, ou melhor, Palestra, com direito aos xingamentos e provocações das torcidas. “Em torno do trapézio verde a ânsia de vinte mil pessoas”, registra o cronista. “Delírio futebolístico no Parque Antarctica”, cujo placar será exaltado no bonde depois da partida: “O Palestra levou na testa”.

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    Nos relatos, também pede passagem o dialeto da italianada d’antanho, costurado aos diálogos curtos e à prosa veloz – pois veloz é o ritmo dessa cidade em crescimento -, bolados por um filho da elite paulistana que, se não fosse a morte precoce – aos 33 anos, de uma apendicite -, poderia ter sido o grande romancista de São Paulo, nas palavras de outro ás das nossas letras, o paraibano José Lins do Rego.

    Rua General Carneiro
    Rua General Carneiro, no centro de São Paulo, na década de 1920 (Foto: Editora 34/Reprodução)

    Aí está, com a diagramação, os negritos e os trejeitos da versão original, esse pequeno e pujante clássico, leitura que já caiu em vestibular e é inescapável para quem quiser conhecer uma comunidade que, na alegria e na tristeza, casou-se com a maior cidade do país. Andiamo… 

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