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Prêmio Nobel húngaro é conhecido por ‘acabar’ com tradutores

László Krasznahorkai, laureado deste ano, tem um único livro publicado no Brasil. Seu tradutor comenta a magnitude e o desafio de sua obra

Por Diogo Sponchiato Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 9 out 2025, 16h46 • Atualizado em 9 out 2025, 16h52
  • Sátántangó. Eis o estranho, instigante e diabólico título do único romance do escritor húngaro e Prêmio Nobel László Krasznahorkai publicado no Brasil. Uma história estranha, com gente esquisita, em clima de apocalipse e montada com frases longas e tortuosas. Daqueles livros que exigem um pacto com o leitor, não isento de sofrimentos pelo percurso, mas de saldo um tanto quanto catártico.

    Podemos encará-lo, em bom português, graças ao trabalho de tradução direta do húngaro realizado por Paulo Schiller para a edição da Companhia das Letras. Schiller comenta, a seguir, a força dessa obra e o desafio de mergulhar no texto de Krasznahorkai.

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    O tradutor e psicanalista Paulo Schiller (Foto: Acervo pessoal/Reprodução)

    Com a palavra, o tradutor do Nobel.

    “Prêmio merecidíssimo. Depois do Man Booker International Prize, em 2015, sempre achei que ele ganharia o Nobel. Sempre pensei em Sátántangó como um Grande Sertão: Veredas húngaro, em que, em vez da seca, chove o tempo todo.

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    O livro tem parágrafos muito longos, de tradução difícil. Eu cheguei a começar e desisti. Conhecidos meus do meio literário na Hungria me diziam que o livro “acabou” com muitos tradutores.

    Depois vi o longo filme de sete horas e meia baseado na obra, filmado por Béla Tarr, e fiquei tão encantado que resolvi retomar. Foi meu trabalho da pandemia.

    László diz que pensa suas frases e só as escreve quando já estão mentalmente finalizadas. São frases densas, muitas vezes sem pontuação e que se estendem por páginas. Tudo isso torna a tradução muito trabalhosa.

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    Sátántangó, de László Krasznahorkai (Tradução: Paulo Schiller; Companhia das Letras; 232 páginas) (Capa: Companhia das Letras/Reprodução)

    Lembro que a edição brasileira de Sátántangó ganhou o prêmio de melhor tradução de 2023 pela Biblioteca Nacional.

    Perguntaram a ele por que alguém leria um livro que demanda tanto. Ao que László respondeu: porque o livro fala sobre você (e cada um de nós).

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    Sátántangó é uma magnífica alegoria sobre a armadilha dos regimes populistas.

    Nesse aspecto, também foi uma inspiração importante para a escrita do meu livro recém-publicado pela editora Todavia: A Paixão pela Mentira.”

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