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Crônicas de Peso

Por Cid Pitombo Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
O cirurgião bariátrico e pesquisador na área de obesidade Cid Pitombo reflete, em seus textos, sobre alimentação, movimento, ganho... e perda de peso

Os novos limites da obesidade: uma questão individual

Especialistas questionam papel do IMC no diagnóstico e classificação da obesidade. Avaliação deve continuar individualizada

Por Cid Pitombo
28 jan 2025, 11h23

Não sou de falar muito da minha vida fora da medicina, mas pratico diversos esportes como alpinismo, vela, surf e esqui. Em todos eles, a percepção do limite sempre é individual.

Quando entro no mar para velejar ou surfar, somente eu sei qual é o meu limite. Subir montanhas para o alpinismo ou o esqui, nos dá a sensação de liberdade, mas também de muita responsabilidade.
Essa fronteira entre o prazer e a segurança é o que baliza o limite de cada um.

Voltando à medicina, uma grande revista científica, The Lancet, está questionando o uso do IMC (Índice de Massa Corporal) como o parâmetro de avaliação para determinar a obesidade.

Mas será que alguém com IMC elevado tem ou não tem obesidade? De certa forma, esse questionamento é correto, pois, se avaliarmos o IMC de lutadores de boxe peso-pesado saudáveis, por exemplo, notaremos que todos apresentam esse índice muito alto, mas por conta dos músculos e não da gordura.

Por mais que seja polêmica a mudança desse parâmetro, o índice é, ainda hoje, o principal critério para a avaliação genérica da obesidade. É por meio dele que podemos estabelecer, por exemplo, a proporcionalidade de peso em um país com mais de 200 milhões de habitantes como o Brasil, utilizando-se de uma simples pergunta no inquérito do Censo.

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A grande questão é olhar para o número dentro do contexto individual do paciente. Como em qualquer outra doença crônica, quem tem obesidade precisa ser avaliado de forma individualizada. Nunca um índice sozinho vai determinar o tratamento.

O indivíduo que se julga portador de obesidade e busca um recurso médico deve ser avaliado de forma exclusiva, como uma onda, uma montanha ou um vento são únicos.

A atenção individualizada está na base da medicina – sempre! É sua essência.

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A exemplo de mares e montanhas, o corpo humano não é totalmente padronizado. Eles podem até parecer semelhantes numa visão geral, mas apresentam uma série de variações.

+ Leia também: Especialistas propõem mudanças no diagnóstico da obesidade

Em se tratando de obesidade, dependendo da localização e do percentual de gordura corporal, a tempestade ou a nevasca podem ser mais ou menos maléficas. E o cuidado precisa levar isso em conta.

Da mesma forma que utilizamos parâmetros metereológicos para avaliar as condições do mar e da neve e, com isso, nos programarmos e prepararmos, a obesidade requer uma análise completa, que considere hábitos alimentares errôneos, falta de atividade física e distúrbios  psicológicos. Munidos dessas informações é que podemos controlá-la e preveni-la.

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O conceito, portanto, é igual. Quando estamos solitários no mar ou em uma montanha com neve e ventos fortes, ou, ainda, enfrentando a obesidade, somente nós, com o devido suporte, podemos entender e superar nossos limites.

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