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Como é a vida de uma prostituta segundo um dos filmes favoritos ao Oscar

A rotina nada fácil das profissionais do sexo embala a produção que deve ser a grande vencedora na premiação

Por Raquel Carneiro Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 27 fev 2025, 08h00

A atriz Mikey Madison caiu numa pegadinha do destino antes de começar a filmar Anora. A jovem de 25 anos recebeu do diretor Sean Baker a instrução para aprender pole dance — estilo de dança que envolve movimentos acrobáticos em torno de um poste de metal. Mikey comprou um pole, instalou em sua casa, e treinou todos os dias por longos cinco meses para parecer uma dançarina erótica profissional. Isso até receber a notícia: a produção do filme não encontrou uma boate com pole para usar de cenário, logo, eles iriam mudar a habilidade da protagonista para se adequar ao novo local, um clube erótico com danças individuais para os clientes. Ela, porém, implorou por qualquer cena que fosse usando o pole — e ganhou um momento de poucos segundos.

O treino de alta exigência física foi o primeiro choque de Mikey diante das dificuldades vividas pelas profissionais do sexo. Ao longo das gravações de Anora, ela foi acompanhada por dançarinas e prostitutas da vida real, que lhe contavam histórias do cotidiano de suas rotinas nada fáceis. Várias dessas histórias estão no roteiro da produção que se destaca como uma das favoritas para levar o Oscar de melhor filme no domingo, 2. Entre as principais reclamações dessas mulheres está a informalidade da profissão, que faz com que elas tenham vínculos com boates, por exemplo, mas sem garantias ou um plano de saúde. O ambiente de trabalho insalubre é outra questão — em determinada cena, Anora, nome da protagonista, come uma marmita no vestiário enquanto as outras garotas se arrumam.

A fidelidade dos perrengues da vida das garotas de programa foi elogiada por profissionais do sexo, que se viram refletidas na personagem de Mikey. Mas algumas dissonâncias também foram notadas. Ao site The Hollywood Reporter, uma ex-prostituta afirmou que era muito difícil um rapaz jovem pagar por uma dança sensual em uma boate daquelas. “A maior parte do público é formada por homens mais velhos, muitos casados”, disse uma das mulheres ouvidas pela reportagem. A trama principal é outra história que cai mais na ficção do que na realidade: Anora se envolve com um jovem ricaço russo — e vê o que parecia ser um conto de fadas se transformar em mais um momento de pura humilhação. “Em dez anos trabalhando como stripper em Nova York, eu nunca conheci um oligarca russo”, disse uma das fontes. “Mas quem sabe já aconteceu com alguém, não é mesmo?”

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