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Versão brasileira de ‘O Quarto do Pânico’, quem diria, é muito boa

Produção com Ísis Valverde faz releitura atual e com DNA nacional do clássico de David Fincher

Por Raquel Carneiro Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 13 out 2025, 10h37 •
  • Uma prática comum do cinema americano é pegar um filme de outro país e traduzi-lo em uma nova versão em inglês ambientada nos Estados Unidos. Foi assim com o francês A Família Bélier que deu origem ao vencedor do Oscar No Ritmo do Coração, e o argentino O Segredo dos Seus Olhos, que virou o insosso Olhos da Justiça na versão hollywoodiana — para citar apenas dois de muitos exemplos. O contrário é mais raro de acontecer: dificilmente um país se arrisca em fazer uma releitura de uma produção vinda dos americanos — especialmente se for um filme tido como irretocável.

    Foi sob esse risco que a equipe de Quarto do Pânico deu a cara a tapa ao exibir no Festival do Rio o thriller baseado no filme quase homônimo, O Quarto do Pânico, de 2002, assinado por um dos grandes nomes do cinema mundial, o brilhante David Fincher. A versão nacional também carrega consigo sua dose de grifes: com Ísis Valverde, Marco Pigossi, Caco Ciocler e André Ramiro no elenco, a produção conta com a assinatura do roteirista Fábio Mendes (da ótima série Dom) e da diretora Gabriela Amaral Almeida, jovem e promissor talento do cinema brasileiro, que possui no currículo o impactante filme O Animal Cordial (2018). A boa combinação nos bastidores rendeu, quem diria, um belíssimo suspense para gringo nenhum botar defeito.

    André Ramiro, Marco Pigossi e Caco Ciocler no filme 'Quarto do Pânico' -
    André Ramiro, Marco Pigossi e Caco Ciocler no filme ‘Quarto do Pânico’ – (//Divulgação)

    “Eu fiquei em choque quando a produtora Floresta me convidou para fazer o roteiro dessa adaptação”, contou Fábio Mendes a VEJA. “E deu certo. Nosso filme é contemporâneo, brasileiro, genuinamente nosso, com mais qualidade humana, sem perder a tensão e a adrenalina que um filme de suspense deve ter.” Para Gabriela, foi ainda a chance de aprofundar temas que ela considera caros. “Como a relação mãe e filha, a relação do feminino com o masculino, o duelo de forças entre eles, ambientado na nossa realidade. É uma atualização bem-vinda para o tempo que a gente vive, sobre o medo do outro, sobre o isolamento.”

    Na trama, uma mulher e a filha criança se mudam para uma casa que possui um quarto seguro e impenetrável. Na versão original, as duas personagens, vividas por Jodie Foster e Kristen Stewart, não buscavam um imóvel com essa característica, apenas se deparam com o cômodo oculto. Já sob o olhar brasileiro, a mãe aterrorizada com o medo da violência urbana de São Paulo busca uma casa que seja uma fortaleza, com câmeras por todos os lados, vidros blindados e o tal quarto de aço. A residência, porém, é invadida por um trio que conhece bem os mecanismos de segurança — e que almejam algo que está justamente dentro do quarto secreto.

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    Ainda patinho feio do cinema — tanto nacional, quanto gringo –, os filmes de gênero raramente ganham prêmios e o reconhecimento devido. Mas fazer um suspense ou um terror de qualidade é uma missão difícil — e Gabriela sabe domar essa narrativa. “O cinema de gênero abre possibilidades. Podemos tornar alegóricas questões profundas. Por exemplo, o espectador vê no Quarto do Pânico a invasão de uma casa por três pessoas. É a história dos Três Porquinhos, é um mito. Mas na nossa realidade isso traz uma carga política e social. Abre a chance de falar da nossa sociedade.”

    Quarto do Pânico fará parte do catálogo da plataforma de streaming Telecine. Ainda sem data de estreia definida.

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