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Giro pelo Oriente

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O que está rolando na Ásia

Coreia do Sul tem boa notícia sobre um grave e persistente problema

Nova estatística do país mostra interrupção de uma tendência que já durava nove anos

Por Ana Cláudia Guimarães
Atualizado em 26 fev 2025, 09h47 - Publicado em 26 fev 2025, 08h59

A Coreia do Sul, que há quase uma década enfrenta uma grave crise demográfica em decorrência da baixa taxa de natalidade e rápido envelhecimento da população, recebeu uma boa notícia. Segundo o Statistics Korea (instituto nacional de estatística), a taxa de natalidade do país cresceu 0,03 pontos em 2024, interrompendo uma tendência de queda que já durava nove anos.

Segundo estimativas preliminares do governo, em 2024, uma mulher sul-coreana teve, em média, 0,75 filhos ao longo da vida, contra 0,72 em 2023. A taxa de fertilidade da quarta maior economia da Ásia vinha caindo desde 2015, quando era de 1,24.

O Statistics Korea atribuiu esse leve (mais significativo) aumento a dois fatores principais: a demanda reprimida por casamentos após a pandemia de Covid-19 e a uma mudança de percepção dos sul-coreanos sobre matrimônio e maternidade.

“O casamento e o parto são cada vez mais considerados desejáveis”, disse Park Hyun-jung, do Statistics Korea.

Apesar da recuperação, a taxa de natalidade da Coreia do Sul provavelmente permanecerá no nível mais baixo entre os 38 países-membros da Organização para o Desenvolvimento Econômico e Cooperação. É que estimativas de 2022 indicaram que a Coreia do Sul foi o único país-membro com uma taxa de fertilidade menor que 1. De acordo com as Nações Unidas, 2,1 nascimentos por mulher em idade fértil é um requisito mínimo para uma população estável, excluindo outros fatores como imigração.

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Em 2024, o país registrou 238.343 nascimentos, um aumento de 3,6% em relação ao ano anterior. Esse foi o primeiro crescimento desde 2015, quando os nascimentos subiram 0,7%, alcançando 438.420, antes de iniciarem uma trajetória de queda contínua.

Entre os recém-nascidos em 2024, 146.100 eram primeiros filhos e 75.900 eram segundos filhos das famílias. Ambos os números aumentaram em 5,6% e 2,1%, respectivamente, em comparação a 2023. Além disso, o número de casamentos, em 2024, aumentou 14,9% no ano para 222.422. Foi o maior aumento no ano desde 1970, quando a Coreia do Sul começou a rastrear o número de nascimentos anuais.

Os dados do Statistics Korea também revelam que 35% dos recém-nascidos vieram de casais que estavam casados há menos de dois anos. Houve ainda um crescimento no número de mulheres entre 30 e 39 anos que decidiram ter filhos. Em 2024, 70,4 a cada 1.000 mulheres de 30 a 34 anos deram à luz, enquanto na faixa etária de 35 a 39 anos, a taxa foi de 46 a cada 1.000.

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You Hye-mi, secretária de planejamento populacional, disse que o aumento se deve a uma implementação das políticas do governo Yoon Suk Yeol para enfrentar os desafios demográficos. Na primeira coletiva de imprensa no gabinete presidencial desde a declaração frustrada da lei marcial de Yoon em 3 de dezembro, You Hye-mi disse que os nascimentos do segundo e terceiro filhos começaram a aumentar no quarto trimestre de 2024, sinalizando que pode continuar.

Cerca de 95% dos bebês nascidos no país vieram de casais casados, reforçando a correlação entre o aumento dos casamentos e da natalidade. Segundo You Hye-mi, a oferta consistente de apoio governamental ajudou a convencer os jovens a formar famílias. Entre as iniciativas mencionadas estão empréstimos subsidiados, incentivos habitacionais para recém-casados, além de benefícios concedidos a empresas que adotam políticas favoráveis à família, como a ampliação da licença parental.

A partir desse ano, as autoridades de Seul prometem anunciar a taxa de natalidade com mais frequência — mensalmente. A ideia, segundo You Hye-mi, é que a população acompanhe a eficácia da política do governo para aumentar a taxa de natalidade de maneira mais oportuna e precisa. Até então, as estimativas relacionadas à taxa de natalidade eram anunciadas trimestralmente.

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