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José Casado

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Informação e análise

Método Lula de gestão: a longa fritura da ministra da Saúde

Autofagia parece ser uma característica, como se vê na disputa entre Fernando Haddad e Rui Costa, e, agora, na fritura em óleo queimado de Nísia Trindade  

Por José Casado Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 25 fev 2025, 08h00

Lula vai começar esta terça-feira pré-Carnaval decidindo o futuro da pesquisadora Nísia Trindade, ministra da Saúde. Prevê-se demissão no Palácio do Planalto.

Chama atenção o método Lula de gestão de pessoal: uma longa fritura a céu aberto, em praça pública, antes da convocação para a última “conversa”.

Nísia Trindade, professora da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, chegou à Esplanada dos Ministérios por mérito reconhecido no comando da Fundação Oswaldo Cruz durante a pandemia. Eleita com 80% do votos, presidiu a Fiocruz entre 2017 e 2022. Vínculos com o Partido dos Trabalhadores facilitaram a nomeação para a Saúde.

Há mais de um ano seu nome se destaca no livro de experimentos da cozinha do Planalto, regida por Lula, gerenciada por Rui Costa, chefe da Casa Civil, e ocasionalmente frequentada por Alexandre Padilha, ministro das Relações Institucionais, citado como provável sucessor na Saúde.

Em 2003, quando o cheiro de fritura chegou ao Congresso, açulando famélicos do orçamento no outro lado da Praça dos Três Poderes, o governo culpou o Centrão, esponja parlamentar de mil e uma utilidades palacianas.

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Com o tempo, Lula assumiu a frigideira onde a ministra estava, ao lado das bocas-de-fogo de Fernando Haddad (Fazenda) e Márcio Macêdo (Secretaria-Geral de Governo), ambos do PT, e Marina Silva (Meio Ambiente). O cozinheiro-chefe fez algumas queixas diretas, outras nem tanto, como a da semana passada (“De vez em quando a gente erra…”).

Demissões no governo fazem parte do jogo político. Presidentes têm o privilégio, assim como ministros têm a prerrogativa de pedir para sair.

Marina Silva inovou. No 13 de maio de 2008 renunciou ao ministério e Lula foi o último a saber. “Demitiu” o chefe, saiu do governo, jogou pela janela três décadas no PT e foi cuidar da vida em outro partido. A reconciliação com Lula só aconteceu 14 anos depois, na campanha contra a reeleição de Jair Bolsonaro.

Autofagia parece ser uma característica dos governos petistas e do próprio partido, desde a chegada ao poder em 2022. Ocorre à sombra, com estímulo e patrocínio de Lula na cozinha Planalto, como se percebe na disputa entre Haddad e Rui Costa, e, agora, no cheiro de óleo queimado da fritura da ministra da Saúde.

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