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Fotofobia pode esconder doença ocular ou neurológica

A sensibilidade excessiva à claridade pode comprometer a qualidade de vida e acusar problemas que exigem avaliação especializada

Por Luiz Brito*
18 nov 2024, 16h18 • Atualizado em 18 nov 2024, 16h21
  • A fotofobia é uma condição muitas vezes negligenciada pelo paciente, que passa a considerar comum ter intolerância a ambientes muito iluminados, especialmente quando está ao ar livre. Nesse caso, a incidência de raios solares o impede de manter os olhos abertos e de enxergar com clareza, reação que pode vir acompanhada de uma série de outros incômodos.

    Embora não haja uma estatística específica sobre o número de brasileiros que sofrem de fotofobia, a estimativa é que 30% da população apresente sensibilidade intensa à claridade. Um quadro que se torna ainda mais frequente a partir da primavera e se intensifica no verão, período em que a luz solar ganha mais força em razão da proximidade do Sol com o planeta, aumentando o índice de radiação ultravioleta em nosso país.

    A sensibilidade exacerbada à luz natural ou artificial afeta principalmente pessoas albinas ou que possuem olhos claros, como azuis e verdes, pois eles absorvem menos luz que os olhos de cores mais escuras. No albinismo, a íris não consegue bloquear a luz, que atinge diretamente a retina e se dispersa no olho, causando desconforto ou dor.

    No entanto, existe o risco de a fotofobia estar associada a outras condições, que incluem desde problemas oculares graves a doenças neurológicas. O quadro pode ser um sinal de alerta para inflamações em estruturas do globo ocular, como ceratite e uveíte, doenças como catarata, ceratocone e glaucoma, problemas na retina, transtornos neurológicos ou até lesões cerebrais.

    A fotofobia é tema de um estudo publicado pela Sociedade Norte-Americana de Neuro-Oftalmologia que indicou como causas mais frequentes a enxaqueca (53,7%) seguida por síndrome do olho seco (36,1%), trauma ocular (8,2%), paralisia supranuclear progressiva (6,8%) e lesão cerebral traumática (4,1%). A pesquisa avaliou 58 mulheres e 53 homens, com idade média de 37 anos.

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    É importante perceber quando a intolerância à claridade alcança um patamar anormal e provoca sintomas como dor de cabeça, lacrimejamento, visão borrada ou turva, mudança na percepção de cores, entre outros que tendem a piorar de acordo com a intensidade da luz e o tempo de exposição.

    Esses sinais apontam para a necessidade de consultar um oftalmologista para que a causa seja identificada e tratada.

    Para quem sofre da condição, medidas como utilizar óculos escuros e lentes de contato fotossensíveis ou filtrantes ajudam a reduzir a intensidade da luz, sendo que, em alguns casos, o oftalmologista pode indicar o uso de colírios para lubrificação ocular.

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    Já quando é possível tratar a causa, a intolerância à luminosidade pode desaparecer totalmente. O diagnóstico preciso e as orientações do especialista são fundamentais para garantir a qualidade da saúde ocular do paciente.

    * Luiz Brito é oftalmologista e chefe da especialidade de córnea do H.Olhos, da rede Vision One

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