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Março Azul: a importância de conhecer e prevenir o câncer colorretal

Aumento dos casos de câncer colorretal em jovens é um alerta para mudar estilo de vida; diante de sintomas, procura por especialista não pode ser adiada

Por Isabela Elias, Sergio Eduardo Alonso Araújo, Ana Sarah Portilho e Eduardo Guimarães Hourmeaux*
Atualizado em 24 mar 2025, 10h38 - Publicado em 21 mar 2025, 09h25

Março Azul é uma campanha realizada todos os anos pelas sociedades médicas comprometidas com a saúde intestinal. A Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (Sobed) e a Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP) se unem para alertar a população sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de intestino, também chamado de colorretal, um dos mais comuns no mundo. Estima-se que mais de 45 mil brasileiros serão diagnosticados com a doença neste ano, segundo estatísticas do Instituto Nacional de Câncer (INCA).

A doença afeta o intestino grosso e o reto, sendo silenciosa em estágios iniciais. Por isso, exames preventivos, como a colonoscopia, indicada a partir dos 45 anos de idade, são fundamentais, para homens e mulheres, especialmente para quem tem histórico familiar ou hábitos de risco.

Câncer de intestino em jovens: um alerta necessário

O câncer colorretal sempre foi considerado uma doença predominante em pessoas acima dos 50 anos. A colonoscopia revolucionou a prevenção e o tratamento dessa neoplasia, diminuindo a incidência e aumentando a sobrevida nessa população, nas últimas duas décadas.

No entanto, um fenômeno preocupante vem sendo observado nos últimos anos: o aumento significativo dos casos em jovens adultos, com menos de 50 anos. Estudos apontam que essa faixa etária tem sido diagnosticada com tumores mais agressivos e em estágios avançados, tornando a conscientização e o diagnóstico precoce ainda mais essenciais.

Por que os casos estão aumentando?

Ainda não há uma resposta definitiva, e as causas desse aumento ainda não estão bem elucidadas. Fatores hereditários são reconhecidamente responsáveis pelo desenvolvimento de tumores em jovens, entretanto a maioria desses casos observados atualmente não tem influência hereditária. Sabemos que fatores ambientais e hábitos de vida parecem desempenhar um papel fundamental. Entre as possíveis causas estão:

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  • Dieta pobre em fibras e rica em ultraprocessados: o consumo excessivo de carnes processadas, fast food e bebidas açucaradas pode aumentar o risco
  • Sedentarismo: a falta de atividade física contribui para o acúmulo de gordura abdominal, inflamação crônica e alterações na microbiota intestinal
  • Obesidade: o sobrepeso está associado ao desenvolvimento de diversos tipos de câncer, incluindo o colorretal. Os estudos mostram que a obesidade é responsável por um aumento de 20% no risco de desenvolvimento de câncer colorretal abaixo dos 50 anos
  • Diabetes: pessoas com a doença têm um risco 30% maior de desenvolver câncer colorretal
  • Fumo e álcool: são fatores de riscos conhecidos para vários tipos de câncer, inclusive o colorretal
  • Doenças inflamatórias intestinais: como a retocolite ulcerativa e a doença de Crohn também aumentam o risco de câncer colorretal devido à inflamação persistente do intestino
  • Fatores genéticos: síndromes genéticas hereditárias, como a polipose adenomatosa familiar e a síndrome de Lynch aumentam consideravelmente o risco

Sintomas que não devem ser ignorados

O câncer de intestino pode ser silencioso nos estágios iniciais, mas alguns sinais precisam ser levados a sério, especialmente em jovens, nos quais o diagnóstico costuma ser tardio:

  • Sangue nas fezes (avermelhado ou escuro)
  • Mudanças no funcionamento intestinal, como diarreia ou prisão de ventre persistente
  • Dor abdominal frequente e sem causa aparente
  • Perda de peso inexplicada
  • Fraqueza constante, perda do apetite e anemia
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Como esses sintomas podem ser confundidos com problemas menos graves, como hemorroidas ou síndrome do intestino irritável, muitos jovens demoram a procurar ajuda médica. Isso impacta no diagnóstico tardio e reduz as chances de cura. A importância da prevenção e do diagnóstico precoce.

Embora as diretrizes atuais recomendem a colonoscopia de rastreamento a partir dos 45 anos, jovens com fatores de risco, sintomas persistentes ou histórico familiar devem procurar avaliação médica mais cedo. Além disso, adotar um estilo de vida saudável pode reduzir significativamente o risco da doença.

Evitar o consumo excessivo de carnes processadas, incluir fibras na alimentação, manter um peso adequado e praticar exercícios físicos são medidas fundamentais. O tabagismo e o álcool também devem ser evitados, pois aumentam a inflamação no organismo e podem favorecer o desenvolvimento do câncer.

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Sintomas como alterações no ritmo de funcionamento intestinal, sangue nas fezes, emagrecimento inexplicado, anemia e dor abdominal persistente devem ser investigados. O aumento dos casos de câncer colorretal em jovens é um alerta para a necessidade de conscientização e mudanças no estilo de vida. Diante de sintomas persistentes, a procura por um especialista não pode ser adiada. A detecção precoce pode salvar vidas.

* Isabela Elias é membro titular da Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP); Sergio Eduardo Alonso Araújo é presidente da Sociedade Brasileira de Coloproctologia; Ana Sarah Portilho é diretora de comunicação da Sociedade Brasileira de Coloproctologia; Eduardo Guimarães Hourneaux é presidente da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SOBED)

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