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Rins sob pressão: é hora de evitar o pior

No Dia Mundial do Rim, um alerta sobre a importância de detectar os problemas nesses órgãos quanto antes; evolução pode ser grave e abalar o dia a dia

Por Frida Plavnik*
Atualizado em 13 mar 2025, 11h05 - Publicado em 13 mar 2025, 08h00

Para entender quão imprescindíveis são os rins, vale lembrar que esses órgãos atuam em diferentes frentes no corpo humano. A primeira é a filtragem do sangue, permitindo que impurezas, isto é, as toxinas, sejam eliminadas pela urina. Outra ação é a regulação da quantidade de água e a manutenção do equilíbrio de alguns minerais, como o sódio. Os rins também têm papel fundamental na produção de hormônios que regulam a pressão arterial.

Quando a função renal está comprometida por três meses ou mais, instala-se um quadro que chamamos de doença renal crônica. Se ocorre demora no diagnóstico e na intervenção, pode haver progressão da perda de função renal, com necessidade de diálise e transplante renal.

Estudos apontam que a doença renal crônica é uma condição que atinge cerca de 10% da população mundial, e estimativas indicam que a doença passará de 19ª principal causa de morte em 2013 para a 5ª em 2040, se nada for feito em termos de detecção precoce.

As principais causas de doença renal crônica são a hipertensão arterial e o diabetes, e ambas apresentam fatores de risco comuns à doença renal crônica, como idade, obesidade, sedentarismo, tabagismo, entre outros.

Costuma-se dizer que a doença renal crônica e a hipertensão são causa e consequência uma da outra, sendo igualmente reconhecidas como assassinas silenciosas. A pressão alta e a doença renal crônica são fatores extremamente importantes para redução da qualidade e expectativa de vida, maior risco de mortalidade prematura, e ocorrência de doenças cardiovasculares, que podem ou não levar à morte.

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Quando a doença renal crônica está presente, há maior chance de aumento da pressão, ou por maior retenção de sódio e água, ou pela ação ou ativação de diferentes sistemas hormonais. E, da mesma forma, quando a pressão arterial está alta, e principalmente não controlada, os rins são sobrecarregados, pois há maior contração e estreitamento dos vasos sanguíneos, com redução do fluxo para os rins.

Isso resulta na destruição de suas estruturas filtrantes (glomérulos) e, por consequência, na alteração da capacidade de exercer suas funções básicas, como excretar o excedente de líquido do corpo e as toxinas. O acúmulo do líquido excedente aumenta ainda mais a pressão.

A interrelação entre a doença renal crônica e a hipertensão é muito significativa, visto que 60% a 95% dos portadores de doença renal crônica apresentam pressão alta. Por outro lado, entre os portadores de pressão alta, calcula-se que cerca de 35% dos pacientes apresentem algum grau de doença renal crônica.

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Por apresentarem fatores de risco comum, a abordagem mais agressiva no controle da pressão alta pode minimizar o impacto sobre os rins – e prevenir o aparecimento ou agravamento da doença renal crônica.

Nesse sentido, a Sociedade Brasileira de Hipertensão lança um chamado à população, às empresas privadas e aos serviços de saúde para que, juntos, possamos atingir o controle da pressão arterial em 70% dos pacientes até 2030.

A iniciativa, chamada de Aliança Onda, visa, por meio de estratégias digitais e outras ações individualizadas, orientar e ajudar o público em geral a atingir o controle sustentado da pressão arterial e prevenir o aparecimento das complicações não só no coração e no cérebro, mas também nos rins.

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É vital sensibilizar a sociedade sobre a importância de mudanças de hábito, uso correto e contínuo de medicamentos e avaliações médicas periódicas. Os rins – e todo o corpo – agradecem.

* Frida Plavnik é nefrologista e diretora da Sociedade Brasileira de Hipertensão

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