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Tendências da medicina para 2025: o que vai mudar nos exames

Inteligência artificial, genômica, exames portáteis… Especialista compartilha as apostas da medicina diagnóstica

Por Leonardo Vedolin*
10 fev 2025, 10h00

 

Exames diagnósticos são imprescindíveis na medicina moderna. São eles que auxiliam os médicos na deteção precoce de doenças, orientação de condutas terapêuticas pertinentes, monitoramento da progressão e efetividade dos tratamentos.

Como ferramenta, são a base da medicina de precisão, permitindo que o tratamento adequado seja fornecido ao paciente, no momento certo.

Localizados na interface entre ciência, tecnologia e medicina, avanços nas aplicações clínicas são surpreendentes. A ampliação do uso Inteligência Artificial, da medicina de precisão e da genômica foram alguns dos campos que ajudaram na tração de um nicho que movimentou cerca de US$ 84 bilhões no mundo em 2024, de acordo com estimativa da companhia Mordor Intelligence.

Como médico e executivo, acompanho esta agenda há mais de 20 anos. Em 2024, tive a oportunidade de participar de congressos, conversar com líderes mundiais e visitar empresasdentro e fora do país para entender e projetar o futuro do setor.

Neste contexto, tenho poucas dúvidas de que cada vez mais médicos, empresas e centros de pesquisa usarão essas tecnologias para ampliar de forma efetiva e segura o tratamento de pacientes, a gestão de doenças crônicas e a prevenção de complicações futuras.  

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Como hábito, começo o ano revisando tendências e projetando aquilo que acredito ser as apostas para 2025. Compartilho algumas das minhas impressões para o ano, considerando também os principais pontos do relatório divulgado pela CB Insights, empresa americana de análise de mercado para IA.

Sistema enxuto e eficiente  

Seguindo a tendência mundial, o setor de diagnóstico – e de saúde como um todo- se volta novamente para modelos operacionais que focam na eficiência dos processos, para reduzir desperdício e continuar gerando valor num momento de maior incerteza setorial.

Essa é uma resposta ao momento econômico mundial e vem em oposição aos grandes investimentos em tecnologias não escaláveis ou difíceis de serem aplicadas na prática. O foco da cadeia de diagnóstico, seja em grandes indústria ou prestadores de serviço, está em eficiência nos processos, com automação e melhoria contínua, ampliando o valor na entrega com custos menores.

IA na decisão clínica

A aplicação dos modelos de IA na realização e análise de exames – dos simples ao mais complexos – melhora substancialmente a qualidade das imagens e dos laudos, ampliando a assertividade e acelerando resultados. Para se ter uma ideia, um estudo com o sistema de IA da Google Health para detecção de câncer de mama reduziu falsos positivos de 9,5% para 5,7% nos Estados Unidos, em comparação a profissionais humanos.

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Em 2025, podemos esperar o aumento da democratização das ferramentas de IA como suporte da decisão clínica e na detecção de doenças antes mesmo dos sintomas. Como algoritmos de IA se mostram cada vez menos propensos a erros e aptos a fornecer recomendações assertivas, a maior utilização destas ferramentas irá exigir disciplina na integração de sistemas, priorização de iniciativas, maioreducação médica e governança jurídica.  

Medicina de precisão e genômica 

Para além dos algoritmos, os progressos na biologia molecular são assombrosos. Este avanço permite testes genéticos mais acessíveis aos pacientes e com uma redução do custo e aceleração no tratamento de diversas doenças, em particular, o câncer. A área ganha impulso acelerado com iniciativas governamentais, uma vez que o Ministério da Saúde anunciou a expansão do Programa Nacional de Genômica e Saúde de Precisão (Genomas Brasil) e a criação do Genoma SUS.

Já as redes privadas alavancam o conceito, com o oferecimento e estímulo para a adoção de terapias avançadas. Aqui, destaco a imunoterapia CAR-T, que usa as células imunológicas geneticamente modificadas do paciente para atacar doenças como o câncer; e a biópsia líquida, que permite a detecção de DNA e RNA tumoral no sangue considerando diversos tipos de tumores.

Exames portáteis

Outra tendência que deve se popularizar são os exames de imagem portáteis, incluindo sensores. Esse salto tem a ver com a evolução da internet e da distribuição de dados em todo país, tornando a utilização desse tipo de equipamento cada vez mais viável.

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A abordagem home care abre caminho para a democratização do acesso a diagnósticos, especialmente para pacientes com dificuldades de locomoção ou em áreas remotas.

Desafios 

Para profissionais de saúde, pode ser desafiador acompanhar todas as mudanças. Na minha experiência, o foco deve ser na aprendizagem contínua de competências para utilizar e interpretar as novas tecnologias com responsabilidade, sempre respeitando a LGPD.

A apropriação da lógica dos algoritmos, combinada ao conhecimento sistêmico de cada área, é fundamental para encontrar soluções mais refinadas na prática diária da medicina.

Há, ainda, a expectativa da regulação nacional da IA na saúde, em tramitação e muito necessária para dar aos médicos normas e regras que respaldem o exercício da profissão e dos pacientes.

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Hoje temos uma valorização de especialistas e instituições que reúnem qualidade técnica e, principalmente, cuidado humanizado. Em meio a tantas novidades, é necessário o foco na liderança assertiva e empática e na humanização das técnicas, integrando-as ao sistema de saúde de forma ética e responsável.

Ferramentas como a IA devem ser utilizadas para amplificar capacidades profissionais e, acima de tudo, melhorar a experiência do paciente – sempre com um diálogo franco sobre suas possibilidades e limitações. Ser promotor da incorporação das tecnologias (e não detrator), com pesquisa e ética, é a conduta esperada do profissional contemporâneo.

* Leonardo Vedolin é radiologista e vice-presidente médico da Dasa

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