Ícone de fechar alerta de notificações
Avatar do usuário logado
Usuário

Usuário

email@usuario.com.br
Oferta Relâmpago: VEJA por apenas 7,99
Imagem Blog

Maquiavel

Por José Benedito da Silva Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
A política e seus bastidores. Com Laísa Dall'Agnol, Bruno Caniato, Isabella Alonso Panho, Heitor Mazzoco, Pedro Jordão e Anna Satie. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Filha de ministro do STF é xingada e agredida em Curitiba

Professora Melina Fachin, filha do ministro Edson Fachin, foi chamada de 'lixo comunista' e tomou uma cusparada em frente à instituição em que trabalha

Por Isabella Alonso Panho Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 15 set 2025, 14h34 • Atualizado em 15 set 2025, 14h54
  • A professora universitária e advogada Melina Fachin, que é filha do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Edson Fachin, foi vítima de agressões verbais e alvo de uma cusparada de um homem na praça em frente ao prédio da Universidade Federal do Paraná (UFPR), onde ela é docente e diretora da Faculdade de Direito. Ela foi chamada de “lixo comunista”. No final de setembro, no próximo dia 29, Fachin sucederá Barroso e vai assumir a presidência do STF.

    O episódio aconteceu na última sexta-feira, 12, no final da manhã, um dia depois de a Primeira Turma condenar Jair Bolsonaro e seus aliados a penas que beiram os trinta anos de prisão pela tentativa de golpe de estado. A professora ainda não se manifestou sobre o ocorrido, mas seu marido, o também advogado Marcos Gonçalves, disse nas redes sociais que o que aconteceu é fruto do “radicalismo de extrema direita”.

    “Esta violência é fruto da irresponsabilidade e da vilania de todos aqueles que se alinharam com o discurso do ódio propalado desde o esgoto do radicalismo da extrema direita, que pretende eliminar tudo que lhe é distinto. (…) Se o porco imundo que atacou a professora tiver o mínimo de coragem, se apresente a mim, mostre sua cara”, escreveu no Instagram.

    O agressor ainda não foi identificado. Questionada pela reportagem, a UFPR disse que “analisa a situação” e que o episódio “será debatido em reunião do Conselho de Planejamento e Administração (COPLAD) da universidade na próxima terça-feira”. 

    Continua após a publicidade

    Segundo a assessoria da professora, ela está bem, mas não irá se manifestar sobre o episódio. Melina Fachin recebeu apoio dos colegas docentes e também da Ordem dos Advogados do Brasil. “A entidade repudia veementemente o episódio, que afronta valores essenciais da vida democrática. A democracia exige o respeito às liberdades, ao pluralismo e à convivência pacífica, sobretudo no espaço acadêmico, que deve ser preservado como ambiente de diálogo e de construção do conhecimento — jamais como palco para violência, intolerância ou tentativas de silenciamento”, disse, em nota, o Conselho Federal da entidade de classe.

    Precedente

    Na mesma semana, outro episódio polêmico aconteceu na UFPR. Na terça-feira, 9, o advogado Jeffrey Chiquini (que defende o ex-assessor Filipe Martins no caso do golpe de estado) e o vereador curitibano Guilherme Kilter (Novo), ambos de direita, protagonizaram uma confusão na entrada de uma palestra na universidade.

    Continua após a publicidade

    Segundo nota que a assessoria de Chiquini enviou à imprensa, os dois teriam sido “cercados e impedidos de falar” e “agredidos com com tapas e chutes”. Eles teriam chamado a Polícia Militar, que entrou no prédio da UFPR. A instituição repudiou o episódio e disse que a entrada dos agentes aconteceu “sem pedido institucional e com uso de força desproporcional”.

    Não há, até o momento, provas de que os incidentes de terça e sexta estejam conectados. Porém, o genro do ministro disse, no comunicado que publicou nas suas redes sociais, que  a agressão de que a professora foi vítima “leva a assinatura de quem deu ensejo ao que se passou na UFPR no último dia 09/09, data em que os indigitados sujeitos incitaram a violência policial contra estudantes e contra a própria direção da Faculdade de Direito”.

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    OFERTA RELÂMPAGO

    Digital Completo

    A notícia em tempo real na palma da sua mão!
    Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    RESOLUÇÕES ANO NOVO

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 7,50)
    De: R$ 55,90/mês
    A partir de R$ 29,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês.