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A política e seus bastidores. Com Laísa Dall'Agnol, Bruno Caniato, Valmar Hupsel Filho e Isabella Alonso Panho. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Hacker da Vaza Jato pede transferência para ‘presídio dos famosos’

Defesa de Walter Delgatti cita 'notoriedade' e diz que ele corre risco de vida por causa da polarização política

Por Ramiro Brites Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 3 fev 2025, 12h56 - Publicado em 3 fev 2025, 12h45

Walter Delgatti Neto, apelidado como o “hacker de Araraquara”, solicitou transferência para outro presídio. Ele quer sair do Centro de Detenção Provisória de Araraquara, onde diz correr risco de vida, e ir para a Penitenciária II “Dr. José Augusto Salgado” de Tremembé, conhecido como “presídio dos famosos” por abrigar réus de casos com grande repercussão midiática.

Na solicitação, a defesa de Delgatti afirma que o réu seria “amplamente conhecido” por causa da Operação Spoofing, da Polícia Federal, que investigou a invasão de contas do Telegram de pessoas com envolvimento na Operação Lava-Jato. Os documentos obtidos por Delgatti por meio do ataque cibernético sustentaram decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) no sentido de considerar a imparciallidade do então juiz Sérgio Moro (hoje senador pelo União Brasil do Paraná) em casos relacionados à Lava Jato.

Outro episódio citado no pedido de transferência de Delgatti é a participação na Comissão Parlamentar Mista (CPMI) dos Atos de 8 de janeiro de 2023. Neste caso, o hacker afirmou ter invadido, a mando da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para incluir documentos falsos que, segundo a PGR, teriam como fim deslegitimar o Poder Judiciário e “desestabilizar as instituições republicanas”.

A defesa de Delgatti afirmou que a “notoriedade do réu” e o “clima de polarização política” teriam gerado ameaças contra o hacker. Um dos documentos anexados à solicitação da transferência foi um pedido encaminhado à CPMI para a inclusão de Delgatti, familiares e advogados no Programa Federal de Proteção à Testemunha. A mudança de presídio foi requerida após a prisão preventiva de Delgatti ser mantida, em 9 de janeiro.

Na última sexta-feira, 31, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestou sobre a transferência do réu. Ele pediu informações à Secretaria de Administração Penitenciária do Estado de São Paulo sobre a segurança de Delgatti e a viabilidade da transferência para Tremembé.

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Contudo, Gonet afirmou que não há nenhum registro de ocorrência no presídio de Araraquara e que o pedido de Delgatti “não apresenta circunstanciadamente fatos específicos e contemporâneos sobre ameaças existentes no atual ambiente de custódia cautelar”. O procurador-geral também ressaltou que não há informações sobre a disponibilidade de vagas em Tremembé.

Manifestação sobre Zambelli

No mesmo dia em que respondeu o pedido de Delgatti, Gonet se manifestou pela condenação da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). Ambos são réus no STF por falsidade ideológica e invasão de dispositivo informático. Gonet recomendou ainda a inclusão de um aditivo de penalidade para o caso de o ataque cibernético ter causado prejuízo econômico aos cofres públicos.

“O presídio dos famosos”

O complexo de cinco presídios em Tremembé, no interior de São Paulo, é conhecido como “presídio dos famosos” por já ter abrigado presos de casos de grande repercussão, como o ex-jogador de futebol e filho do Pelé, Edinho, por tráfico de drogas; Suzane von Richtofen, que ficou conhecida por assassinar os pais; e Alexandre Nardoni, acusado de matar a filha, Isabela, de 5 anos. Atualmente, o ex-jogador Robinho, condenado por estupro na Itália; e Ronnie Lessa, o assassino da vereadora Marielle Franco, estão presos no complexo.

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