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Por José Benedito da Silva Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
A política e seus bastidores. Com Laísa Dall'Agnol, Bruno Caniato, Valmar Hupsel Filho e Isabella Alonso Panho. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

‘Pé-de-Meia é o novo Pix’, diz Nikolas em nova ofensiva contra o governo

Programa de auxílio estudantil teve 80% da verba bloqueada pelo TCU por suspeita de ilegalidades na sua execução, que estaria burlando limites orçamentários

Por Bruno Caniato Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 24 jan 2025, 13h15

Na mira da Justiça por suspeitas de irregularidade fiscal, o programa Pé-de-Meia, do Ministério da Educação, vem se tornando mais uma arma da oposição bolsonarista para disparar contra o governo federal. Em novo episódio da ofensiva contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) comparou o auxílio estudantil ao fiasco de comunicação do Planalto envolvendo mudanças na fiscalização do Pix.

“Pé de meia é o novo Pix”, publicou Nikolas em seu perfil no X (ex-Twitter). Na semana passada, o parlamentar liderou o massacre contra o governo nas redes sociais em torno das novas regras da Receita Federal para monitorar pagamentos via Pix.

Após uma sequência de tropeços e desencontros nos times de comunicação da Presidência, o governo jogou a toalha e revogou as medidas propostas, além de anunciar uma medida provisória para garantir que o sistema instantâneo de transferência não será tributado.

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A crise em torno do Pé-de-Meia, contudo, não é tão banal e representa nova ameaça tanto à credibilidade do Planalto quanto à imagem do ministro da Educação, Camilo Santana. Menina dos olhos do titular do MEC, o programa de assistência a estudantes do Ensino Médio entrou no radar do Tribunal de Contas da União (TCU) sob acusação de “driblar” os limites do orçamento da União, colocando em xeque a popularidade do ex-governador do Ceará — cujo nome vem ganhando força nos quadros do PT como possível herdeiro político de Lula, como mostra reportagem de VEJA.

Fantasma da pedalada fiscal ainda paira sobre o PT

Algoz da ex-presidente Dilma Rousseff, o descumprimento das regras fiscais volta a projetar uma sombra sobre o governo com a nova controvérsia envolvendo o Pé-de-Meia. Desde a sexta-feira passada, 17, o programa estudantil tem mais de 6 bilhões de reais — o equivalente a 80% de sua verba total — bloqueados pelo TCU por indícios de pedalada fiscal.

O bloqueio atende a um pedido do Ministério Público, em ação movida pelo procurador Lucas Furtado, que acusa o programa de pagar benefícios a estudantes sem declarar a despesa no Orçamento da União. O cerne da denúncia é de que o Fipem, fundo privado da Caixa Econômica Federal que realiza as transferências do Pé-de-Meia, é utilizado pelo MEC para contornar os limites fiscais e repassar valores dos cofres públicos sem o “carimbo” de gasto federal.

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O governo federal nega a existência de um drible fiscal no Pé-de-Meia, argumentando que todos os repasses são autorizados pelo Congresso sob a forma de verba extraordinária. Em recurso enviado ao TCU, a Advocacia-Geral da União (AGU) declara que o bloqueio da verba é resultado de um “erro grave” de interpretação dos auditores fiscais e que a suspensão do benefício ameaça “transtornos irreparáveis” aos estudantes que recebem o dinheiro.

Criado em 2023 para incentivar a permanência de jovens no Ensino Médio, o Pé-de-Meia é uma espécie de poupança estudantil vinculada à presença do aluno em sala de aula, aprovação nas matérias e comprovação de baixa renda familiar. No total, o valor pode chegar a 9.200 reais por estudante após os três anos do ciclo letivo.

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