Podemos e MDB: as conversas de Aécio sobre futuro do PSDB
Deputado mineiro negocia com várias legendas sobre o futuro da sigla e na mesa há propostas de fusões e incorporações

Em meio a incertezas sobre o futuro do PSDB, o deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) insiste que o partido não vai acabar. Resistente a uma proposta de incorporação, ele tem conversado com vários partidos para tentar manter as raízes tucanas na redefinição que a legenda passará até o fim do ano. Nesta semana, Neves recebeu em seu gabinete duas visitas de integrantes do Podemos e, na quinta-feira, 20, foi a São Paulo se reunir com líderes do MDB sobre um possível retorno dos tucanos às origens – o partido foi criado em 1988 de uma dissidência do antigo PMDB.
Em conversas com interlocutores, Aécio disse que a ideia é criar uma aliança ampla e aglutinar diversos partidos. Assim, o PSDB consegue aumentar a sua bancada, que hoje conta com treze deputados, e se tornar mais atrativo a outras legendas. O deputado mineiro rechaça a ideia de incorporação, mas não tem dado detalhes se o principal projeto é para uma fusão ou uma federação ampliada.
Nas redes sociais, Aécio comentou sobre a conversa que teve em São Paulo, no escritório do ex-presidente Michel Temer. O presidente nacional do MDB e deputado federal, Baleia Rossi, também participou da conversa, além dos tucanos Beto Richa e Paulo Abi-Ackel, e do ex-ministro do Turismo de Temer, Vinicius Lummertz. “Avançamos na discussão da busca de um projeto de fortalecimento do centro democrático no Brasil”, escreveu Neves nas redes. “As conversas continuam em Brasília nas próximas semanas”, acrescentou.
Do outro lado do balcão, o MDB mantém a estratégia de deixar a responsabilidade do acordo com os tucanos. “Temos muita história juntos. Vamos aguardar o tempo deles”, disse o presidente do partido Baleia Rossi a VEJA. Além do MDB e do Podemos, Solidariedade, Republicanos e PSD estão em conversas com os tucanos – confira reportagem sobre os bastidores das negociações sobre o futuro do PSDB, que iniciaram após o fim das eleições.