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Maquiavel

Por José Benedito da Silva Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
A política e seus bastidores. Com Laísa Dall'Agnol, Bruno Caniato, Valmar Hupsel Filho e Isabella Alonso Panho. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Por razões distintas, dois ex-presidentes da República movimentam o Senado

José Sarney, que fez a transição para o fim da ditadura militar, e Jair Bolsonaro, que levou os generais de volta ao poder, estiveram na Casa nesta terça

Por Laísa Dall'Agnol Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 18 mar 2025, 21h09 - Publicado em 18 mar 2025, 20h19

Dois ex-presidentes da República monopolizaram as atenções do Senado Federal nesta terça-feira, 18 — e os motivos não poderiam ser mais distintos.

De um lado, a Casa recebeu José Sarney, que comandou o país entre março de 1985 e março de 1990 e foi o responsável pela transição do país para o fim da ditadura militar. Representando o outro lado da história política, circulava pelos corredores Jair Bolsonaro, que como presidente foi responsável por levar de volta os generais aos círculos mais altos do poder.

Sarney foi homenageado pela manhã em sessão especial que marcou os 40 anos da redemocratização do país. O cacique maranhense assumiu a Presidência após 21 anos de regime militar, em 1985, depois da morte do presidente Tancredo Neves. A chapa havia sido eleita de forma indireta pelo Congresso. Com ele no cargo, o país realizou a Assembleia Nacional Constituinte e a consequente promulgação da Constituição, em 1988, e avançou para as primeiras eleições diretas após o regime autoritário, em 1989.

Em um Plenário lotado, Sarney foi celebrado por senadores, deputados e outras autoridades. “Hoje comemoramos a democracia, cujo coração é a liberdade, que deságua na formação do Congresso Nacional que é verdadeiramente representante do povo brasileiro: o Senado e a Câmara dos Deputados”, disse Sarney em seu discurso. “É o período maior de nosso país com Estado de direito, sem hiatos, sob a égide da Constituição de 1988, que assegurou o exercício da cidadania em profundidade, com direitos individuais e direitos civis”, assinalou, lembrando que ainda hoje há a necessidade da implantação dos direitos sociais no Brasil.

Uma das figuras que marcaram presença na solenidade foi José Dirceu, cada vez mais ativo publicamente em Brasília. Diversos políticos fizeram fila para beijar a mão do ex-ministro de Lula, que foi aplaudido em mais de um momento pelos presentes.

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Bolsonaro

Poucas horas depois, foi a vez de Bolsonaro mobilizar os corredores do Senado. O ex-presidente comentou a decisão do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) de se licenciar do mandato na Câmara e de não retornar ao Brasil. Visivelmente emocionado, Bolsonaro disse que o filho havia decidido deixar o país para combater o “nazifascismo”.

“Hoje está sendo um dia marcante pra mim. O afastamento de um filho, mas um filho que se afasta mais do que por um momento de patriotismo. Se afasta para combater algo parecido com o nazifascismo que cada vez mais avança em nosso país”, disse durante abertura de uma exposição sobre o Holocausto na Casa.

Em vídeo divulgado, o filho Zero Três do ex-presidente disse ter receio de ser preso por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) e afirmou que seu objetivo é permanecer nos Estados Unidos para, de lá, buscar “justas punições” ao ministro Alexandre de Moraes.

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Nesta terça-feira, no entanto, Moraes seguiu o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR) e rejeitou a apreensão do passaporte de Eduardo. O pedido pela retenção do documento havia sido feito pelo PT, que alegava que o deputado vinha fazendo críticas ao Judiciário brasileiro durante viagens internacionais, o que, segundo mandatários da legenda, configuraria um crime contra a soberania nacional.

(Com Agência Senado)

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