Quem são os governadores esperados por Bolsonaro em ato na Paulista
Presença de outros presidenciáveis seria vista como sinalização de apoio e união em torno do ex-presidente

Organizadores do ato que terá o ex-presidente Jair Bolsonaro na Avenida Paulista, marcado para o próximo dia 6 de abril, tentam aumentar a participação de governadores — alguns deles presidenciáveis — na manifestação que terá como mote a anistia para os presos por crimes em 8 de janeiro de 2023.
Mais esvaziado do que em edições anteriores, o último evento, na Praia de Copacabana, em 16 de março, esfriou o ânimo do entorno do ex-presidente. A decisão da Primeira Turma da Corte desta semana de torná-lo réu por tentativa de golpe de Estado, no entanto, é tida como elemento que vai inflamar a próxima manifestação.
Um dos participantes será Tarcísio de Freitas (Republicanos). O governador de São Paulo ainda não confirmou oficialmente a presença, mas, como esteve presente no ato do Rio de Janeiro — ocasião na qual reforçou seu apoio a Bolsonaro como candidato em 2026 –, a expectativa é de que compareça também à manifestação da Paulista.
Outra participação esperada é a do governador Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, que não esteve nos últimos atos a favor de Bolsonaro no Rio e em São Paulo. O mandatário, no entanto, prestou apoio após a decisão do STF que tornou o ex-presidente réu, nesta semana. “O maior líder da oposição ao governo do PT é Jair Bolsonaro. Espero que a justiça seja feita e que ele recupere seus direitos políticos”, declarou.
O entorno de Bolsonaro também contava com a presença do governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD) — a dupla se encontra dois dias antes em Curitiba e Londrina. Ratinho, no entanto, já anunciou que estará fora do país no domingo.
Há ainda a expectativa de que também compareçam ao ato os governadores Cláudio Castro (PL), do Rio de Janeiro, Jorginho Mello (PL), de Santa Catarina, e Mauro Mendes (União Brasil), de Mato Grosso.
Presidenciáveis
A trinca Tarcísio, Zema e Ratinho seria um trunfo para Bolsonaro no ato. Com os três cotados para disputar a Presidência em 2026 pelo campo da direita, a presença das lideranças seria uma sinalização de apoio e união em torno da candidatura do próprio ex-presidente, que tem encampado o discurso de que, até onde for possível, será ele o candidato.
Na última quarta-feira, 26, Bolsonaro disse esperar a presença de “ao menos seis governadores”, incluindo Tarcísio. “Tudo acertado com o Tarcísio. Devemos ter pelo menos seis governadores. Mais de 50 parlamentares. Vamos continuar nessa luta”, afirmou a jornalistas após sair do julgamento no STF.