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Por José Benedito da Silva Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
A política e seus bastidores. Com Laísa Dall'Agnol, Bruno Caniato, Valmar Hupsel Filho e Isabella Alonso Panho. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Tiro disparado por PM matou menino de 4 anos no litoral de SP, diz laudo

Nove meses antes, o pai de Ryan Silva Santos também havia sido morto por disparo feito por policial em operação

Por Valmar Hupsel Filho 28 mar 2025, 10h39

Laudo pericial do Instituto de Criminalística de São Paulo concluiu que a causa da morte do menino Ryan Silva Andrade dos Santos, de 4 anos, foi um tiro disparado por um policial militar. O garoto brincava na calçada quando foi atingido na região do abdômen durante uma operação policial no Morro São Bento, em Santos, em novembro passado. Nove meses antes dessa ocorrência, o pai de Ryan, Leonel Andrade, havia sido morto pela PM na mesma região.

A perícia concluiu que o disparo que matou Ryan foi feito por uma espingarda de calibre 12, usada pelo cabo Clovis Damasceno de Carvalho Junior. Ele era o único policial a empunhar arma longa na operação. Na ocasião, sete PMs participaram da ação em que teria havido troca de tiros com dois adolescentes suspeitos, resultando na morte de um deles.

Segundo o laudo, o disparo que matou Ryan teria resvalado em uma superfície resistente antes de atingi-lo. Além de Ryan, uma mulher ficou ferida na operação após também ser atingida por bala perdida.

A conclusão da perícia confirma a suspeita à época. Dias após a ocorrência, o porta-voz da PM de São Paulo, Emerson Massera, já havia afirmado que a dinâmica dos fatos apontavam que o menino teria sido atingido por um disparo feito pela polícia. Os sete policiais foram afastados logo após a operação, mas já retornaram às suas atividades.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo afirmou que o caso é investigado pela Delegacia Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Santos, sob segredo de Justiça. “O laudo pericial sobre o disparo foi concluído e anexado aos autos do inquérito, que será concluído após a realização de mais uma oitiva. A atuação dos policiais militares foi alvo de um inquérito policial militar, que já foi concluído e encaminhado à Justiça Militar. Os agentes retornaram às atividades operacionais”, diz o texto.

Nove meses antes da morte de Ryan, em fevereiro de 2024, o pai dele, Leonel Andrade dos Santos, de 36 anos, foi morto após ser atingido por tiros de fuzil durante a Operação Verão, a mais letal desde o Massacre do Carandiru, em 1992. Na ocasião, PMs afirmaram que Leonel, que tinha restrição motora e usava muletas, estava armado e disparou contra os policiais. Na ocasião, um homem que acompanhava Leonel, Jefferson Ramos Miranda, de 37 anos, também foi morto.

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