
Ao aparecer na primeira turma do Supremo Tribunal Federal para assistir in loco, na primeira fila, o início do julgamento da trama golpista, Jair Bolsonaro tenta constranger os ministros e não mostrar medo diante do país.
Na verdade, o que o ex-presidente está fazendo neste momento é parte da disputa política. Tenta manter aceso seu capital político, já que é o líder das pesquisas de intenções de votos para 2026, mesmo estando inelegível.
A sinalização para seus eleitores e seguidores é bastante positiva: mostra coragem, ainda mais vindo de quem “fugiu do país” no final do seu governo, quando não aceitava o resultado das urnas e acabava com uma tradição de décadas de transmissão da faixa.
Esse é o cálculo político feito pelo líder da extrema direita ao decidir ir para o “cara a cara” com o ministro Alexandre de Moraes e seus colegas de toga.