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IA: inferno sem trabalho ou paraíso com renda universal?

As mudanças provocadas pela inteligência artificial estão se acelerando, com uma prognosticada eliminação em massa da mão de obra humana

Por Vilma Gryzinski 28 mar 2025, 06h47

“O trabalho não é a satisfação de uma necessidade, mas apenas um meio para satisfazer outras necessidades”. Inúmeras vezes a definição de Marx foi repetida por seus seguidores e agora ela ganha outra dimensão: quantos ficarão em casa sem trabalhar, enquanto recebem uma renda mínima universal proporcionada pelo salto de produtividade que a inteligência artificial trará e um robô humanóide como o Optimus, da Tesla, faz café, arruma a cama e limpa o banheiro?

Nessa visão, o salto da Quarta Revolução Industrial, movida a inteligência artificial, melhorará exponencialmente a vida da humanidade, liberada para atividades inventivas e o ócio criativo.

Na visão negativa, de 100 milhões a 4 bilhões de empregos serão incinerados num período bem próximo, muitos ficarão sem o sentido de propósito e dignidade que o trabalho proporciona e um mundo distópico de sociedades transtornadas nos aguarda.

Escreveu o autodenominado futurista Bernard Marr: “Estamos no limiar de uma era em que robôs e softwares superinteligentes nos livram de todos os trabalhos manuais, difíceis ou sujos que não queremos fazer, deixando-nos livres para viver vidas de lazer e relaxamento? Ou são mais próximas da realidade as previsões mais sombrias sobre a IA nos tornar redundantes, levando a um desemprego generalizado e revoltas sociais?”.

SALTO PRODUTIVO

Marr acha que tarefas mais simples, como informatizar dados e responder a dúvidas do consumidor serão automatizadas. A consultora McKinsey prevê que 45% delas entrem nesse processo. Outras formas de trabalho serão turbinadas. A inteligência artificial trará um salto produtivo aos profissionais de saúde, com uma fenomenal capacidade de analisar dados e perfis dos pacientes. Os advogados terão documentos e processos analisados numa escala nunca vista.

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Os mais adaptados desenvolverão habilidades como solução de problemas, pensamento criativo e comunicação. Os outros…

Bill Gates é uma das mentes geniais voltadas para as transformações que já estão acontecendo – e não tem uma visão nada otimista. Acha que só existem três habilidades que não poderão ser substituídas.

A primeira, á a dos programadores. A capacidade generativa da IA ainda não tornou seu trabalho dispensável. Segunda atividade: a dos especialistas em energia. Engenheiros, pesquisadores e técnicos ainda são necessários em áreas como energia petrolífera, nuclear e renovável. Terceira: biologia, especialmente na área de descobertas científicas.

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Isso apenas dá um resumo das transformações que já estão acontecendo.

ESPERANÇAS E INSEGURANÇA

Como viverão todas as pessoas desempregadas pela inteligência artificial? Quem pagará por sua subsistência? As empresas high tech? Dinheiro haverá: existe uma previsão de que a inteligência artificial aumentará o PIB mundial em 15,7 trilhão de dólares – o equivalente a uma China – até 2030.

Todas as inúmeras preocupações humanas parecem diminuir incrivelmente quando comparadas às perspectivas nada distantes do mundo em que a inteligência artificial dá saltos quase impensáveis.

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Devido à aceleração do conhecimento humano, podemos prever ou especular sobre o novo salto tecnológico muito mais do que quando James Watt apresentou a primeira máquina a vapor, patenteada em 1769, desencadeando a revolução industrial.

Podemos dizer que a inteligência humana já não tinha nada de natural e temos o privilégio – além do pavor – de viver um dos seus saltos, com todas as esperanças e a insegurança que isso traz. Mas que será bom ter o Optimus fazendo tarefas domésticas tediosas, isso será. Já imaginaram a reação de Marx diante da engenhoca? Como culparia o capitalismo malvado e inventaria a teoria da exploração da máquina pelo homem?

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