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O trabalho mais duro do mundo: Witkoff negocia Gaza e guerra na Ucrânia

Sem nenhuma experiência diplomática, amigo de Trump está em posição de simplesmente conduzir a pacificação de suas situações explosivas

Por Vilma Gryzinski 14 mar 2025, 06h42

Uma vez, Steve Witcoff pagou um sanduíche de presunto e queijo suíço para um sujeito que mal conhecia e estava sem dinheiro numa típica delicatessen nova-iorquina. Era um tal Donald Trump, de quem, anos depois, se tornaria amigo.

Agora, Trump retribuiu o favor colocando em suas mãos os dois assuntos mais prementes do mundo. No primeiro, já mostrou serviço, participando das negociações que levaram ao cessar-fogo e à libertação da última leva de reféns israelenses. Ele disse que ficou especialmente emocionado quando as seis jovens mulheres ainda no cativeiro foram soltas. Identificou-se com o sofrimento de suas famílias inclusive porque faz parte do “clube de pais que perderam um filho”. O dele, Andrew Witkoff, morreu de overdose.

A falta de experiência no mundo das negociações diplomáticas foi compensada pela vivência no mundo de extrema competição dos empresários do setor imobiliário de Nova York, o mesmo ramo de Trump.

Nas negociações sobre Gaza, contou especialmente a pressão que fez sobre Benjamin Netanyahu. Quando ligou numa sexta-feira avisando que chegaria no dia seguinte para discutir pessoalmente a trégua, um assessor do primeiro-ministro disse que ele não trabalhava durante o sabat, o dia santo dos judeus. Witkoff, que também é judeu, disse que não estava nem aí. É claro que o primeiro-ministro abriu o gabinete no sábado.

“Ele é fera. É um cara durão do mundo imobiliário de Nova York. Trump gostou especialmente de como ganhou o jogo com Bibi”, disse um anônimo assessor presidencial.

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PREÇO ALTO

Mas como enfrentar um interlocutor em posição de vantagem, militarmente, como Vladimir Putin? E um homem habituado ao poder absoluto, no comando do maior arsenal do mundo que, mesmo tendo concordado com a ‘ideia” do cessar-fogo de trinta dias em termos que ainda discutiria, não vai abrir mão de nada num momento de vantagem para as forças russas, atualmente avançando sobre os ucranianos que tomaram um pedaço da província de Kursk. É uma regra universal: quem está ganhando não suspende o fogo.

Em princípio, qualquer assessor de terceira linha de Putin tem condições de almoçar e jantar o investidor nova-iorquino. Pesa contra também a disposição de Trump a já ir entregando vários pontos importantes aos russos, antes mesmo de começarem as negociações.

Os russos estão se achando em condição de exigir um preço alto: o compromisso oficial de que a Ucrânia não entrará para a Otan, o reconhecimento internacional aos territórios ucranianos que ocupou (além da Crimeia, as províncias de Kherson, Zaporijijia, Donets e Luhanks) e, segundo a agência Reuters, nada de tropas europeias para supervisionar a paz na fronteira.

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A única experiência anterior de Witkoff com os russos foi conseguir a soltura, através de uma troca, do professor de história Marc Fogel, que tinha achado uma boa ideia ir à Rússia levando maconha com prescrição médica.

A maior vantagem do enviado americano nas negociações atuais é ter a confiança de Trump. Os dois estavam jogando golfe juntos quando um agente do Serviço Secreto viu um cano de fuzil no meio da folhagem – seu portador foi preso depois. Não há imagens da cena, mas Witkoff contou que os agentes se jogaram sobre Trump, de novo, criando um escudo humano.

Todos os escudos imagináveis precisam cercar Witkoff para negociar um acordo razoavelmente justo e aceitável por todas as partes. Missão impossível é pouco, mas ele parece estar tomando gosto. Enquanto seu avião pousava em Moscou, apresentou uma nova proposta para Israel e Hamas: prorrogação do cessar-fogo em troca da libertação de cinco reféns vivos, mais nove corpos.

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