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O Som e a Fúria

Por Felipe Branco Cruz Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
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A Donzela de Ferro que ressuscitou a música mais odiada pelos pais

Está prevista para este ano a turnê em comemoração aos cinquenta anos da banda que reviveu o gênero mais barulhento do rock

Por Sergio Ruiz Luz Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 17 fev 2025, 14h44 - Publicado em 17 fev 2025, 14h38

É quase um consenso que a pedra inaugural do heavy metal foi o lançamento do primeiro disco do Black Sabbath em 1970. Numa época em que faziam sucesso canções fofinhas da turma do power flower, o quarteto do Birmingham apareceu com um estilo barulhento, com riffs pesadíssimos de guitarras distorcidas e letras falando de bruxas e demônios. Orgulhoso do álbum de estreia de sua banda, o vocalista Ozzy Osbourne correu a mostrar o LP em casa e a família ficou estupefata diante da sinfonia bizarra de sinos, trovões e música do mal. “Filho, quero te perguntar uma coisa, e quero que você fale a verdade”, disse o pai. “Tem certeza de que só está bebendo álcool?”.

O episódio mostra o que se tornaria um dos principais apelos do heavy metal junto aos adolescentes: era a música mais odiada pelos pais. O Sabbath inaugurou o gênero, que rapidamente inspirou o surgimento de outras bandas na mesma pegada. A decadência do grupo de Ozzy, provocada por brigas internas, excesso de consumo de cocaína e exaustão artística, parecia ter cravado uma estaca no coração do estilo no final dos anos 70. Até que o negócio ressuscitou literalmente das tumbas e tomou de assalto uma cena que parecia não ter espaço para outra coisa para além da agitação punk e da turma new wave.

Responsável por esse feito atemporal, o Iron Maiden (Donzela de Ferro, homenagem ao mais cruel instrumento de tortura da Idade Média), surgiu na Inglaterra há cinquenta anos, sem deixar margem a dúvidas a respeito de qual era sua fonte de inspiração: o velho heavy metal. Escalas pentatônicas eram percorridas à exaustão nos solos da dupla de guitarristas, a temática do horror voltava com força nas letras e um mascote a caráter fazia aparições nos shows, a caveira Eddie. O Maiden começou a tocar em inferninhos, quase colocando tudo abaixo com o volume do som. Na base do boca a boca, angariou legiões de fãs entre a garotada, até conseguir um contrato para lançar seu primeiro álbum em 1980. O sucesso na Inglaterra ganhou alcance global em 1982, com a chegada do terceiro disco, The Number of the Beast. Na esteira do Maiden vieram dezenas de outros grupos, dando origem a um movimento batizado de New Wave of the British Heavy Metal. Confira aqui o vídeo da faixa-título:

A onda diminuiu na década seguinte, mas o Maiden segue em frente até hoje, prestes a iniciar uma turnê para comemorar os cinquenta anos de atividade da banda. Ela começa em maio, na Hungria, devendo avançar para 2026. Base grande de fãs do Maiden, o Brasil provavelmente será incluído no roteiro. A Donzela de Ferro já fez mais de quarenta shows por aqui, sendo o primeiro deles na estreia do Rock in Rio, em 1985. Nessas apresentações, ainda reproduzem a velha chama que foi definida da seguinte forma por um crítico: “É velocidade alucinante e ferocidade rampante, o que faz a maior parte da faixas de rock dos anos 1960 e 1970 soar como um funeral. Um híbrido de alfinetes e calças bocas de sino? De várias maneiras, sim!”.

Os garotos adoraram — e os pais, odiaram.

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