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Em Xangai, GWM confirma novo modelo e detalha projeto da fábrica em SP

Durante o Salão de Xangai, a montadora chinesa anunciou a chegada da quinta linha de produtos ao país e disse que linha de produção será inaugurada em breve

Por André Sollitto Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 25 abr 2025, 09h00

Durante o Salão de Xangai, a GWM confirmou os próximos passos da empresa no Brasil. Hoje, a montadora tem três linhas de produtos já à venda no Brasil: os SUVs híbridos Haval H6, os compactos elétricos Ora e o recém-lançado SUV off-road Tank 300. A próxima já tem data para chegar. Trata-se do Wey, linha de SUVs premium, que chega em agosto com o modelo 07. Até o final do ano, a GWM confirmou ainda a estreia da quinta linha de produtos, a Poer, formada por picapes eletrificadas e à combustão, chega até o final do ano.

Na China, a GWM é líder na venda de caminhonetes e detém cerca de 50% do mercado. No Brasil, venderá a Poer em duas motorizações: híbrida plug-in e diesel. As duas não virão no mesmo momento, no entanto. Detalhes sobre qual chegará primeiro serão divulgados posteriormente. Segundo Ricardo Bastos, diretor de assuntos institucionais da GWM Brasil, uma versão diesel da picape sempre esteve nos planos da empresa. “Na China, somos líderes no segmento com nossos motores turbodiesel, voltados para o trabalho”, afirma.

A opção por uma motorização a diesel de sua picape está relacionada à expansão da marca chinesa e outras regiões do Brasil, principalmente o centro-oeste, onde o agronegócio é muito forte. A abertura de concessionárias em cidades como Rio Verde, em Goiás, mostrou que a demanda pela motorização diesel é muito forte. “Teremos uma estratégia específica voltada para esse público”, diz Bastos.

Há alguns meses, a BYD lançou a Shark, sua picape híbrida plug-in no Brasil. Inicialmente divulgada como uma alternativa para o produtor rural, chegou com preço elevado, mais alto que versões topo de linha da já estabelecida Toyota Hilux, e teve menos de 500 unidades comercializadas entre outubro de 2024 e janeiro de 2025. Para efeito de comparação, a Hilux vendeu 4.562 unidades no último trimestre do ano passado no Brasil, segundo dados da Fenabrave.

Bastos também divulgou novidades sobre a fábrica da GWM em Iracemápolis, no interior de São Paulo. No próximo mês, serão feitos os últimos ajustes de maquinário para iniciar a produção de protótipos. A inauguração oficial, que deve contar com a presença do presidente Lula, acontecerá entre junho e julho. 

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Serão duas linhas de produção distintas: uma dedicada aos SUVs híbridos da linha Haval e outra para picapes. Bastos afirmou que haverá ainda um SUV sobre chassi que será produzido na mesma linha da picape. O modelo escolhido ainda não foi definido. Poderá ser um da linha Tank. Os modelos 400 e 700, ambos maiores que o 300 já à venda no país, são cotados para o Brasil. Mas poderá ser também uma opção da linha Haval, que na China tem modelos mais “parrudos”. Na distribuição atual, as duas linhas começam de forma separada para montagem das peças e se juntam a partir da etapa da pintura. 

Inicialmente, as peças virão todas da China e a montagem (incluindo a pintura) será feita no Brasil. Segundo Bastos, a homologação feita permite que algumas peças sejam importadas com alíquota reduzida. Não todas: as baterias, por exemplo, vem com a alíquota total. No futuro, a estratégia é nacionalizar parte da produção. A meta, de acordo com Bastos, é alcançar, em um primeiro momento, 35% de nacionalização para desfrutar de benefícios fiscais do Mercosul.

Dessa forma, o Brasil funcionará como um centro de produção e os modelos serão oferecidos também em outros mercados da América Latina, como o Uruguai. “Essa meta de 35% inclui pintura e mão de obra e é bem possível de alcançar”, dz Bastos.

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Mas para avançar em outros mercados, como o México, será preciso ampliar a nacionalização. Segundo a legislação mexicana, por exemplo, é preciso ter 40% de produção local, peça por peça – o que significa que pintura e mão de obra não entram na conta. Só assim a empresa pode usufruir de isenções fiscais. “É muito mais difícil”, diz Bastos. É um processo que deve acontecer, mas demorará alguns anos.

A matriz chinesa já aprovou um investimento de R$ 10 bilhões no Brasil. Por enquanto, R$ 4 bilhões já foram aplicados, incluindo a compra da fábrica de Iracemápolis, ou estão comprometidos. Até 2026, outras reuniões serão feitas com a liderança global para definir onde serão investidos os outros R$ 6 bilhões. Um prédio inteiro dedicado à área de pesquisa e desenvolvimento será construído no terreno da fábrica, bem como um centro de visitantes, projetado para receber grupos.

*O jornalista viajou a Xangai a convite da Leapmotor e da GWM.

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