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Pé na estrada

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Exclusivo: testamos o Omoda E5, novo elétrico chinês que chega em março

Durante uma semana dirigimos o moderno SUV que começa a ser vendido junto com o Jaecoo 7, ambas marcas do grupo Chery comercializadas fora da China

Por André Sollitto Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 24 fev 2025, 14h52

“Que carro é esse? É chinês? É elétrico? Omoda é o nome do carro ou da marca?”

Essas foram algumas das perguntas que recebemos durante a semana que passamos ao volante do E5, novo modelo elétrico da montadora chinesa Omoda que será lançado oficialmente no Brasil no final de março. Levamos o Omoda E5 para um passeio pela cidade de São Paulo – de um almoço no bairro da Liberdade a uma visita ao Ipiranga – e ele atraiu olhares onde passou.

A Omoda, bem como a Jaecoo, são duas marcas do grupo Chery, comercializadas apenas fora da China. Fazem parte da estratégia de exportação da companhia. E estão chegando agora ao Brasil. Elas já haviam mostrado alguns de seus modelos no Festival Interlagos do ano passado, mas agora os veículos estão oficialmente circulando por aqui.

O lançamento será feito em grande escala. Serão 50 concessionárias espalhadas por 40 cidades de 17 estados. O número deve chegar a 70 concessionárias até o final de 2025. Até 2028, a meta é chegar a 150. Inicialmente, dois modelos serão vendidos por aqui: o Omoda E5, totalmente elétrico, e o Jaecoo 7, híbrido plug-in (que precisa ser recarregado em eletropostos). 

O Omoda E5 testado chama a atenção inicialmente pelo visual de apelo futurista. Tem 4,40 metros de comprimento, 1,83m de largura, 1,59m de altura e 2,63 m de entre-eixos, com alguns detalhes bem interessantes, como o conjunto óptico em LED com um design fino. A traseira é outro ponto interessante, com um vidro traseiro inclinado e um porta-malas razoável de 378 litros.

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Dentro da cabine, o acabamento é outro ponto de destaque. A porta, por exemplo, tem várias superfícies macias ao toque, não apenas o encosto para o braço. O painel tem revestimento de couro, bem como o volante. O design não peca pelo excesso, como em outros veículos chineses.

Omoda E5 tem design futurista e bom acabamento interno
Omoda E5 tem design futurista e bom acabamento interno (André Sollitto/VEJA)

O motor elétrico entrega 204 cv de potência e 34,7 kgfm de torque, suficientes para acelerar o carro de 0 a 100 km/h em 7,8 segundos. No dia a dia, a aceleração não é tão radical quanto outros modelos elétricos disponíveis no nosso mercado, mas é ágil e esperto o suficiente para ultrapassagens e para a boa condução no cotidiano.

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Durante a semana de testes, obtivemos uma média de consumo de 16,9 kWh/100 km – índice melhor que um BYD Dolphin, por exemplo. A bateria tem 61kWh de capacidade, o que dá uma autonomia de cerca de 360 quilômetros na vida real. No ciclo chinês, a autonomia divulgada é de 430 km. O carregamento é feito pela frente. O compartimento fica oculto sob o logo do carro e abre com um botão no painel. É um toque interessante que facilita no momento da recarga. Basta estacionar de frente.

O Omoda E5 convence em muitos aspectos. Além do bom acabamento interno, chama a atenção pelo conforto ao rodar. A direção é bem macia, especialmente em baixas velocidades. Manobrar para fazer uma baliza, por exemplo, é moleza. A suspensão também favorece o conforto. Mas a calibração está muito bem ajustada para o gosto do brasileiro. Absorve bem os impactos, mas o curso não é tão longo quanto outros veículos chineses, em que a traseira fica chacoalhando a cada irregularidade do asfalto. De acordo com a Omoda, a calibração do veículo testado é praticamente a mesma que será oferecida aos compradores.

O E5 tem duas telas de 12,3 polegadas. Uma para a central multimídia e outra para o painel de instrumentos. A central multimídia tem conexão com Android Auto e Apple CarPlay sem fio – e é uma das mais estáveis que já testamos aqui no Pé na Estrada. Não falhou uma única vez durante todo o período de testes, algo louvável. 

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Painel de instrumentos do Omoda E5 é carregado de informações
Painel de instrumentos do Omoda E5 é carregado de informações (André Sollitto/VEJA)

O painel de instrumentos é carregado de informações – quem pega um carro elétrico pela primeira vez, por exemplo, pode até ficar perdido. Mostra gasto de energia, autonomia, quilometragem, velocidade, quais alertas estão ligados… Ele é customizável para mostrar dados diferentes, como a quilometragem de uma viagem ou o consumo, o que é bastante positivo. Mas é fundamental que a equipe que entrega o carro para o novo cliente gaste o tempo necessário para explicar o que cada detalhe significa.

O preço oficial ainda não foi divulgado, o que deve ser feito no início do próximo mês. Rumores apontam que ele pode chegar na faixa dos R$ 200 mil, o que o torna competitivo. O BYD Yuan Pro, por exemplo, custa R$ 182.800, enquanto o BYD Yuan Plus custa R$ 235.800. Ambos são totalmente elétricos, embora o Yuan Pro seja mais simples. A primeira impressão com o Omoda E5 foi positiva. O carro tem muitas qualidades. Resta saber se conseguirá se destacar  no concorrido mercado atual.

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