Banco da Amazônia lucra menos em 2024, mas vê mais recursos para região
Banco registrou um lucro líquido de 1,1 bilhão de reais no acumulado do ano passado, uma queda de 15,8% frente a 2023

O Banco da Amazônia (BAZA3) divulgou os resultados do ano de 2024, em que registrou um lucro líquido de 1,1 bilhão de reais, uma queda de 15,8% frente a 2023. No quarto trimestre do ano passado, o lucro foi de 273,5 milhões de reais, recuo de 38,6% na comparação anual.
Segundo o banco, o recuo no lucro é resultado do aumento das despesas com provisão para riscos de crédito, diante das condições climáticas adversas na região amazônica e da volatilidade nos preços das commodities, com destaque para o impacto no setor rural, em especial a pecuária.
“Todos os bancos do segmento rural tiveram esse desafio, com pressão maior dos preços de commodities, como soja e milho”, afirma Fabio Yassuda Maeda, diretor de relações com investidores do Banco da Amazônia, a VEJA. “Esperamos um ciclo melhor na inadimplência a partir de agora.”
Segundo Maeda, o crescimento da carteira de crédito segue em ritmo favorável, com uma demanda por produtos financeiros crescente na região amazônica. “A perspectiva para 2025 é de um ano de expansão, com novos recursos captados no mercado.”
As receitas de intermediação financeira cresceram 18,8% em 2024 ante 2023, a maior de toda a história do banco, chegando a 4,9 bilhões de reais, resultado impulsionado pelo desempenho positivo das operações de crédito, que chegaram a 2,6 bilhões de reais em 2024, alta de 30% ante o ano retrasado.
Além disso, as operações com títulos e valores mobiliários também contribuíram para o aumento de receitas, ao somarem 2,1 bilhões de reais no passado, expansão de 3,4% frente a um ano antes.
Segundo Maeda, o banco terá agora amplo foco no microcrédito, mas não haverá expansão de um segmento de atuação em detrimento do outro, mantendo um equilíbrio dos números. A instituição também tem planos de ampliação do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO), um fundo do governo federal que financia projetos na região Norte do Brasil e é administrado pelo Banco da Amazônia. “Para 2025, devemos crescer o fundo com recursos de outras fontes internacionais multilaterais, como Banco Mundial.”
O banco também vem trabalhando para expandir a receita com parcerias com corretoras e seguradoras, oferecendo às pessoas não apenas a opção de contratação de crédito, mas também soluções em seguros – com 124% de crescimento nessa linha no ano passado e maior potencial para 2025. “Vamos começar a operar onde nunca operamos, com correspondentes bancários para ter mais capilaridade”, diz Maeda.