Docusign não quer ser conhecida só por assinatura, diz CEO no Brasil
Christiano Lucena reforça inteligência artificial como aposta da empresa, que já colhe frutos

A Docusign, empresa americana de gerenciamento e assinatura eletrônica de documentos, passa por um processo de transformação da sua oferta de produtos. Em meados de 2024, a companhia começou a disponibilizar uma ferramenta de inteligência artificial (IA) apelidada de IAM (sigla em inglês para Gerenciamento Inteligente de Acordos) — que é vista como o novo “carro-chefe” da operação. “Sempre fomos conhecidos pela solução de assinatura eletrônica, mas isso é só um pedaço do negócio”, diz o diretor geral da Docusign para o Brasil e a América Latina, Christiano Lucena, ao Radar Econômico. A aposta é oferecer IA para otimizar e automatizar o gerenciamento de documentos de empresas que contratam o serviço da Docusign.
O potencial da ferramenta já está sendo traduzido em resultados financeiros, segundo avaliação da companhia. A Docusign registrou um crescimento de 8% em sua receita de 2024 ante o ano anterior, chegando a 2,98 bilhões de dólares — ou 17 bilhões de reais — segundo balanço divulgado na última semana. Em paralelo, as ações da empresa negociadas na Nasdaq saltaram cerca de 70% no ano passado. O reposicionamento da marca como consequência do lançamento é “uma necessidade do momento e um trabalho que tem sido realizado”, segundo Lucena. O executivo elenca os segmentos de varejo, financeiro e saúde como alguns dos que podem ser mais beneficiados pela tecnologia, dado que processam uma quantidade enorme de documentos em seu dia a dia.