Klabin está preparada para provável instabilidade externa, diz presidente
Em inauguração de nova fábrica, diretor diz que a empresa deve repassar aumento de custos aos clientes neste ano

O modelo de negócios da Klabin protege a empresa de eventuais choques no mercado externo de papel e celulose, segundo o presidente da empresa, Cristiano Teixeira. O executivo afirma que, como a empresa tem três opções de o que fazer com o produto — vender no mercado interno, exportar ou aproveitá-lo em sua própria produção de embalagens –, não está vulnerável a uma eventual crise no mercado internacional, que considera provável no curto prazo. “Podemos vender papel para o exterior se acharmos que o mercado está bom. (Ou não) Se a gente passar por períodos de crise (internacional), como a gente acha que vai ter no mercado de papel”, disse durante a inauguração da mais nova fábrica de embalagens da empresa, em Piracicaba (SP), na quinta-feira, 27. Atualmente, a Klabin exporta cerca de 60% da sua produção. A fábrica recém inaugurada pela Klabin, chamada Piracicaba II, é o maior complexo para produção de embalagens do continente americano e demandou um investimento de 1,56 bilhão de reais.
O diretor de embalagens da companhia, Douglas Dalmasi, no entanto, prefere classificar a possível “crise” apontada por Teixeira como “instabilidade”. “A questão mundial é sobre instabilidade, não crises”, diz. O executivo ressalta a dificuldade de prever movimentos nos mercados norte-americano e chinês. Independente das perspectivas para o mercado externo, Dalmasi afirma que os custos de produção da empresa aumentaram recentemente, pressionando a margem de lucro. Somados à demanda aquecida no Brasil em face do baixo desemprego, a conjuntura atual deve culminar em um aumento de preços por parte da Klabin, segundo o diretor. “Diferente de 2024, estamos vendo que este é um ano em que vamos ter que repassar a inflação de custos. Ninguém está aguentando a margem atual”, diz.