Microsoft nos EUA e carteira assinada no Brasil interrompem rali da bolsa
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O mau humor tomou conta dos mercados nesta quinta-feira, combinando frustração doméstica com choque externo vindo dos Estados Unidos. No Brasil, os dados do Caged mostraram que a criação de empregos formais em 2025 somou 1,28 milhão de vagas, uma queda de 23,7% em relação a 2024, reforçando a percepção de desaceleração da economia sob juros ainda elevados.
No exterior, a pressão veio de Wall Street após a Microsoft despencar cerca de 10% depois da divulgação do balanço trimestral, que revelou desaceleração no crescimento da divisão de computação em nuvem. O tom cauteloso da empresa e as dúvidas dos investidores sobre os impactos da inteligência artificial no seu modelo de negócios contaminaram o setor de software e puxaram para baixo os principais índices americanos, espalhando um movimento global de aversão ao risco.
Esse choque externo atingiu em cheio a B3 ao longo do pregão e interrompeu 8 altas seguidas. O Ibovespa terminou em queda de 0,8%, aos 183.134 pontos, depois de ter flertado com novos recordes acima dos 186 mil pela manhã, impulsionado pelo sinal do Banco Central de que um ciclo de cortes da Selic pode começar em março. Com a virada do humor internacional, o dólar ganhou força frente ao real, as taxas de DI longas subiram no fim da sessão e ações bancárias e de pequenas empresas devolveram ganhos, mostrando a dependência do mercado local das condições globais.






