A valorização dos minérios e a queda do petróleo colocam no radar dos investidores uma possível disputa entre commodities, refletindo a mudança de humor do mercado global. Metais preciosos avançam com força, puxados pela busca por proteção em meio às tensões geopolíticas. O ouro subiu 0,8%, para US$ 4.485,39 por onça, após alta de quase 3% na sessão anterior. No mercado futuro, os contratos para fevereiro avançaram 1%, para US$ 4.496,10. Em 2025, o metal acumulou valorização de 64,4%, o melhor desempenho desde 1979.
Além do ouro e da prata, metais como minério de ferro e cobre também sobem, mas por razões estruturais. A transição energética, o avanço tecnológico e a preocupação com uma possível escassez global de cobre sustentam a alta dessas commodities, vistas como peças-chave para eletrificação, redes de energia e veículos elétricos. O movimento indica que parte do mercado combina proteção no curto prazo com apostas estratégicas no crescimento de longo prazo.
Na direção oposta, o petróleo perde força à medida que avançam as notícias sobre a Venezuela. Após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que o país fechou um acordo para importar US$ 2 bilhões em petróleo bruto venezuelano, os preços recuaram. O Brent caiu hoje 1,1%, para US$ 60,06 o barril. O mercado acompanha se o alívio nos preços do petróleo se sustenta frente à força dos minérios.






