O mundo dos negócios amanheceu tentando fazer contas para absorver uma nova tarifa imposta por Donald Trump. Na prática, isso significa que ainda haverá custo, margens pressionadas e investidores pisando em ovos. O resultado é aquele velho conhecido dos mercados: volatilidade global. Bolsas oscilam, moedas perdem direção e as commodities entram no radar, especialmente quando há qualquer ingrediente extra de risco.
E no México esse ingrediente apareceu. Os recentes episódios de violência após a morte de Nemesio Oseguera, o “El Mencho”, líder do Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG), mexeram com o humor local e acenderam um sinal amarelo para a prata. O país é um dos maiores exportadores da commoditie e líder na América Latina em produção e vendas externas, além de ocupar a quinta posição no ranking global. A preocupação é direta: instabilidade pode afetar a cadeia de produção e exportação do metal.
A prata já vinha acumulando altas consistentes nos últimos 12 meses, muito pela busca de investidores, como a China, por metais considerados mais seguros. Mas não é só refúgio. Na indústria, ela é peça-chave na eletrônica e na energia — está em smartphones, computadores e é essencial na fabricação de placas solares. Ontem, o contrato com vencimento em março subiu quase 6% no mercado internacional; hoje cedo, os preços cediam levemente. Em 2025, a commodity acumula impressionantes 147% de alta. No mercado financeiro mexicano, o principal índice da bolsa recuou para 70.573 pontos, com queda de 1,20% no último pregão. Em um cenário assim, cada notícia pesa — e muito.





