Julgar Bolsonaro no plenário seria mudar ‘regra do jogo’, diz Barroso
Presidente do STF diz que "ideal" é concluir julgamento em 2025, para evitar o ano eleitoral, mas duração depende da produção de provas e testemunhas

O presidente do STF, Luís Roberto Barroso, afirmou que levar o julgamento de Jair Bolsonaro e mais sete pessoas por tentativa de golpe de Estado da Primeira Turma para o plenário da Corte – como defendem vários dos réus, inclusive o ex-presidente da República – seria “uma mudança na regra do jogo”.
“Já de algum tempo, as ações penais passaram do plenário para as turmas. A turma poderia ter deliberado levar para o plenário. Não deliberou, de modo que foi julgado (pelo) seu juiz natural, que era a Primeira Turma”, declarou Barroso a jornalistas depois de abrir o primeiro semestre letivo de 2025 da Uerj.
Questionado sobre se há tempo hábil para concluir o julgamento até o fim do ano, o ministro do Supremo disse que a duração vai depender da produção de provas e do número de testemunhas indicadas, tanto pela acusação quanto pelas defesas.
“Idealmente, se for compatível com o devido processo legal, seria bom julgar neste ano, para evitar o ano eleitoral. Mas o devido processo legal vem à frente do ano eleitoral”, afirmou.