Ramagem pede anistia e diz que condenação no STF é ‘cruel’
Ex-diretor da Abin foi condenado pelo Supremo a 16 anos, 1 mês e 15 dias de prisão por tentativa de golpe de Estado, entre outros crimes
Condenado pelo STF na última semana a pouco mais de 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, o deputado federal e ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem voltou a defender, nesta terça-feira, o projeto de lei que anistia os condenados pelos crimes de desaguaram nos atentados de 8 de janeiro de 2023.
Assim como no dia 7 de setembro, quando participou da manifestação bolsonarista na Avenida Paulista, em São Paulo, o parlamentar pediu por um PL da Anistia em caráter amplo, geral e irrestrito. Nestes moldes, não só ele como o ex-presidente Jair Bolsonaro, também condenado pelo Supremo, se beneficiariam do texto.
“Anistia tem que ser ampla, geral e irrestrita. Texto diferente estará apenas convalidando a perseguição e não cumprirá efetiva justiça. Será que virão com sórdida estratégia de acusar a oposição de não querer anistia? Não podemos aceitar anistia fake, cheia de condições e pessoalidades, aceitando os abusos cometidos”, escreveu Ramagem em uma publicação nas redes sociais.
Na mesma publicação, o deputado classificou a sua condenação e a de aliados na Suprema Corte como uma “cruel perseguição judicial, imputações falsas e indevidas, claras e graves injustiças com fins políticos”.
Estão para pautar Anistia. Uma na Câmara outra no Senado? Onde estão os textos?
A Anistia agora é diferente de 1979, que livrou roubos, sequestros, atentados e homicídios.
Agora, não é absolvição de crimes, mas reparar cruel perseguição judicial, imputações falsas e indevidas,…
— Alexandre Ramagem (@delegadoramagem) September 16, 2025







