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Críticas e análises sobre o universo da televisão e das plataformas de streaming

O indecoroso jantar em família que deu origem ao sucesso ‘Vale Tudo’

O principal autor do folhetim, Gilberto Braga, relatava como uma discussão de parentes inspirou novela que vai ganhar remake na Globo

Por Marcelo Marthe Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 20 mar 2025, 12h15 - Publicado em 20 mar 2025, 11h39

No próximo dia 31, a Globo vai lançar finalmente o remake de um de seus maiores sucessos: a novela Vale Tudo. Exibida entre meados de 1988 e começo do ano seguinte, a trama de Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Bassères parou o país diante de um mistério irresistível – quem matou a vilã Odete Roitman? Mais que isso, porém, Vale Tudo expressou melhor do que nenhuma outra novela a capacidade do gênero de espelhar as angústias de toda a nação.

Corrupção, impunidade, hipocrisia, ganância e preconceito: tudo isso era jogado na cara do espectador por meio dos personagens de moral tortíssima do folhetim. Sua música-tema — que será resgatada pela nova versão da Globo — resumia bem o espírito da história. Composta por Cazuza, Nilo Romero e George Israel e imortalizada na voz de Gal Costa, a canção Brasil dizia: “Brasil / Mostra a tua cara / Quero ver quem paga / Pra gente ficar assim / Brasil / Qual é o teu negócio? / O nome do teu sócio? / Confia em mim”.

O que inspirou Vale Tudo, afinal?

Poucos sabem, no entanto, como surgiu a ideia inicial de Vale Tudo — primeira de três tramas de Gilberto Braga em que o autor enfocava o desalento do país (as outras são O Dono do Mundo e Pátria Minha). No livro Autores — História da Teledramaturgia, o novelista relata que o lampejo de falar sobre o Brasil do “jeitinho” e da impunidade nasceu de  uma discussão familiar durante um jantar.

No meio da refeição, um parente xingou seu padrinho, irmão da mãe do autor, de “medíocre e babaca”. Isso por uma razão espantosa, mas tristemente comum: o padrinho era delegado de polícia — e não enriqueceu no cargo, o que era visto como absurdo pelo outro parente. “Ah, ele foi delegado em Foz do Iguaçu e Belém e poderia estar rico. Todo mundo que foi delegado nestes lugares tem apartamento na Vieira Souto e ele não tem nada, é pobre”, relembra Braga no livro. Responda rápido, caro leitor: será que o Brasil mudou muito desde a primeira Vale Tudo?

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