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Thomas Traumann

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Thomas Traumann é jornalista e consultor de risco político. Foi ministro de Comunicação Social e autor dos livros 'O Pior Emprego do Mundo' (sobre ministros da Fazenda) e 'Biografia do Abismo' (sobre polarização política, em parceria com Felipe Nunes)

A demanda por um outsider

Pesquisa Genial/Quaest mostra o potencial de um candidato da antipolítica

Por Thomas Traumann Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 11 mar 2025, 08h51

Metade dos eleitores do Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul e 45% dos paulistas, mineiros e baianos acreditam que a solução dos problemas do País virá de alguém de fora da política, afirma um recorte da pesquisa Genial/Quaest. É um indicativo assustador da demanda de parte do eleitorado por um outsider, o mesmo sentimento que elegeu Jair Bolsonaro (2018), Fernando Collor (1989) e Jânio Quadros (1961).

A sensação de que os políticos não são capazes de resolver os problemas é indistinta entre quem votou em Lula ou Bolsonaro. Em São Paulo, 42% dos que votaram em Lula e 43% dos bolsonaristas admitem um candidato fora da política; em Minas Gerais, são 41% e 42%, respectivamente. No Rio, 46% e 50%. Goiás e Pernambuco são os Estados que ainda consideram os políticos, com menos de 40% achando que a solução virá de um outsider.

Não é por acaso. Existe uma impressão geral que o Judiciário está preocupado com seus privilégios do que com a Justiça, o Congresso só pensa nas emendas, Lula está fixado na reeleição e Bolsonaro só faz o que é bom para Bolsonaro. Num quadro desses, cresce a demanda por alguém de fora. É real o potencial de um candidato que reúna o discurso anti-Estado do argentino Javier Milei e a linha-dura do salvadorenho Nayib Bukele.

Outras respostas da mesma pesquisa ajudam a compreender o potencial da antipolítica. Para 67% dos paulistas, 66% dos mineiros, 67% dos fluminenses e 57% dos baianos, o País está no rumo errado. Faltando um ano e meio para as eleições, esta mudança de caminho poderia vir ainda no governo Lula, dizem os eleitores: 88% dos gaúchos, 85% dos paulistas, 83% dos mineiros e 78% dos pernambucanos gostariam que o presidente Lula fizesse um governo diferente dos primeiros dois anos. A porcentagem mostra que o desejo de mudança atinge tanto antipetistas, quanto eleitores de Lula.

A antipolítica é uma força eleitoral desde a Lava-Jato, primeiro com a eleição de João Doria a prefeito de São Paulo em 2016, depois com Bolsonaro e a bancada de youtubers em 2018. Em 2022, já aliado do Centrão, Bolsonaro perdeu o ímpeto da novidade, mas manteve com os ataques ao Supremo Tribunal Federal parte do engajamento da antipolítica. Na eleição municipal de 2022, porém, Bolsonaro perdeu o controle destes eleitores, como mostrou o resultado de Pablo Marçal em São Paulo, ou foi levado por eles, como em Curitiba, Belo Horizonte e Fortaleza.

Com Bolsonaro fora da disputa no ano que vem, a antipolítica é um desafio real para a direita. Em tese, ela poderia ser reunida em torno de Eduardo Bolsonaro, mas este cenário parece ser mais fruto de desejo do que da realidade. Certamente, a demanda antipolítica não seria atendida por governadores como Tarcísio de Freitas, Romeu Zema, Ratinho Junior e Ronaldo Caiado. Se for elegível, Pablo Marçal seria o nome natural para liderar essa força política, mesmo sem o aval do próprio Bolsonaro. Se Marçal também for condenado pela Justiça, o desejo por um outsider ficará em aberto para um outro forasteiro.

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