A ministra de Lula que não perde o fôlego na maratona de Carnaval
Anielle Franco desfilou em duas escolas do Grupo Especial

Intocável em meio às especulações da reforma ministerial do governo Lula, a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, mostrou que tem fôlego, gingado e samba no pé para curtir o Carnaval. Em ritmo de maratona, ela foi a Salvador na sexta-feira, 28, para dar o pontapé inicial na folia em um camarote na capital baiana. No dia seguinte, ainda na Bahia, subiu no trio de uma companheira de Esplanada, a ministra da Cultura, Margareth Menezes. De lá, pegou uma ponte aérea para o estado do Rio, onde continuou curtindo — primeiro, na cidade de Niterói, na Região Metropolitana fluminense, antes de chegar à Sapucaí na noite de domingo, 2, onde desfilou por duas escolas: a Unidos de Padre Miguel, que levou ao Sambódromo um enredo em homenagem aos os 200 anos do primeiro terreiro de candomblé do Brasil, antes de encerrar a noite com a Mangueira, sua escola do coração.
Não à toa, apenas para essa noite foram três trocas de roupa, até colocar o vestido com que desfilou, descontraída, com os “crias” da Verde e Rosa na avenida. A festa só não ficou ainda maior porque a ministra rejeitou outro convite, do Salgueiro, para sambar na segunda-feira, 3, na elite do carnaval do Rio. Depois da correria, preferiu descansar. “É uma honra estar aqui”, celebrou, na Sapucaí. “Faz parte da nossa agenda, né? Não tem porquê a gente não estar aqui. Principalmente em um ano em que a gente fala tanto sobre o combate à intolerância religiosa. Então, pra mim, é imprescindível estar aqui”, celebrou Anielle, em meio ao périplo que serviu não só para curtir, mas também para lançar campanhas do governo federal contra o racismo e o feminicídio.