Atropelamento e mortes: as tragédias que a Sapucaí já presenciou
Relembre tristes episódios que marcaram o Sambódromo
Carnaval no Rio de Janeiro é sempre motivo de comemoração, principalmente quando se trata de presenciar os desfiles na Marquês de Sapucaí. Porém, nem todo ano o momento festivo vem apenas com momentos de alegria: na história dos 42 anos do Sambódromo, houve diversas tragédias marcantes na Passarela do Samba.
Em 1990, uma das alegorias da Beija-Flor entrou em contato com um cabo de alta tensão, o que resultou na morte de um integrante e feriu outros dois. O acidente ocorreu antes da entrada oficial da escola, levando à retirada do carro – mesmo assim, a agremiação conquistou o vice-campeonato. Já em 1992, um incêndio tomou conta de um carro alegórico no desfile sobre ciganos da Unidos da Viradouro. Apesar de não ter tido nenhum ferido, diversas pessoas tiveram que pular às pressas da alegoria, incluindo a atriz Leila Amorim, que era destaque.
Em 2003, a Unidos da Tijuca vivenciou uma tragédia quando a atriz Neuza Borges caiu enquanto desfilava no quarto carro alegórico. Ela fraturou a bacia e precisou colocar vinte e dois pinos em uma cirurgia – anos depois, a agremiação foi condenada a pagar 700 mil reais de indenização.
Em 2017, uma das alegorias da Paraíso do Tuiuti perdeu o controle e atropelou vinte pessoas – uma das vítimas, a radialista Elizabeth Ferreira Jofrena, morreu dois meses depois. Na noite seguinte, o mesmo aconteceu com a Unidos da Tijuca, mas não houve morte. Em 2022, Raquel Antunes da Silva, 11 anos, morreu após ser prensada por um carro alegórico da Em Cima da Hora na dispersão do Sambódromo. Antes de falecer, ela passou por algumas cirurgias e precisou amputar a perna.





