Como empresário quer revolucionar concursos de beleza no Brasil
Fabricio Granito detalha proposta ousada em um dos setores mais tradicionais do mercado
Movidos por padrões físicos, os concursos de beleza têm, tradicionalmente, a sonhada coroa como o objetivo final das candidatas. Contudo, o empresário Fabricio Granito, 49 anos, decidiu que isso seria só o começo e fez uma proposta ousada ao fundar o Miss Cosmo Brasil. “O potencial dessas competições nem sempre foi explorado de forma mais conectada com os tempos atuais. Além da estética, existe espaço para atitude, propósito, relevância social e impacto real”, explica o CEO do Hel Ecossistema.
O empresário, que já foi jurado em eventos do tipo, conta à coluna GENTE que a ideia surgiu após ouvir o depoimento de uma participante. “Uma candidata disse que o concurso mudou a maneira como a comunidade ao seu redor passou a enxergá-la. Ali entendi que a passarela pode ser ponto de partida, não de chegada”, lembra Granito, que já foi criticado pela iniciativa. “A estrutura pode ser a mesma, mas o conteúdo está mudando”.
Embora beleza ainda seja importante, Fabricio garante que o quesito técnico não é eliminatório. O que realmente conta, a seu ver, é o conjunto: posicionamento, causas que defende, como inspira e se comunica. “Buscamos mulheres que tenham algo a dizer e disposição para agir em prol das suas comunidades. Qual é o problema de ser também uma boa estratégia de marketing quando se está promovendo algo positivo? Se a iniciativa transforma, inspira e gera valor para a sociedade, ótimo que esteja sendo bem comunicada”, pontua.
Otimista, ele ainda aconselha empresários que trabalham com influência e imagem a investirem em mudanças. “Setores como moda, publicidade, esporte e entretenimento podem se beneficiar. A fórmula não é excluir a estética, é ampliar o significado dela. O Brasil é múltiplo, e a nossa missão é refletir essa pluralidade”, opina.
O primeiro Miss Cosmo Brasil foi realizado em 2024, dando a coroa à modelo Cris Monize. Em 2025, a faixa ficou com Gabriela Borges, que agora segue para o Vietnã em busca do título internacional. Para 2026, Granito tem planos maiores, como expansão e meta de consolidar o concurso como a principal vitrine de beleza com propósito da América Latina. “Ainda há muitas regiões e histórias invisibilizadas. E o mais incrível é que o mercado de concursos continua sendo muito fiel, apaixonado — está no imaginário popular como o futebol. As meninas ainda sonham com esse caminho. Só que agora, elas sonham também em causar impacto. E é esse sonho que a gente quer ajudar a realizar”.






