Karine Teles e a dificuldade do cinema no Brasil: ‘preciso pagar contas’
Atriz foi homenageada na 29º Mostra de Tiradentes
Homenageada da 29° Mostra de Cinema de Tiradentes, que ocorreu de 23 a 31 de janeiro, Karine Teles, 47 anos, estrelou em diversas produções brasileiras como Vale Tudo (2025) como Aldeide e a patroa de Que horas ela volta? (2015). “Eu me sinto vista, respeitada no sentido de ser uma cena. Foi bonito demais, não posso nem pensar, se não começo a chorar e não quero passar vergonha. É muito emocionante”, disse à coluna GENTE.
Com uma longa trajetória, a atriz ainda entende a dificuldade que existe não só para entrar no meio artístico, mas continuar na profissão. Segundo ela, não é possível escolher a dedo quais trabalhos vai fazer. “Às vezes eu aceito o trabalho que se apresenta porque eu sou muito profissional, mas ao longo disso eu preciso pagar minhas contas. Claro que eu já passei por situações em que eu fui oferecida coisas que para mim era impossível aceitar e fico até hoje às vezes, em situação de não estar trabalhando porque não quis fazer um projeto que eu não acreditava”, admitiu.
Apesar disso, ela analisa que está chegando em um momento que as formas de fazer arte estão muito acessíveis. “A gente está longe de ter um cenário ideal no nosso país, de apoio, de incentivo, mas existem muitas iniciativas e quem está querendo começar tem que sair assistindo a tudo o que pode. E não só cinema. Para tudo e para qualquer coisa que você decida fazer na sua vida, você tem que consumir o que já foi feito antes. Não existe nada novo”.
O que importa, para ela, é sempre trabalhar com pessoas “apaixonadas” pelo que faz – algo que aprendeu ao interpretar Bianca em Riscado (2010). “O filme nasce de uma angústia muito grande de já estar trabalhando como atriz há muito tempo e não conseguir pagar as contas. Realmente, para mim, esse é o filme mais importante. Ganhei prêmios e saí do Brasil pela primeira vez para premiações”, concluiu.






