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Mateus Solano: ‘Gente, dou pinta muito antes do Félix’

Ator roda o Brasil com o monólogo ‘O Figurante’ e, em conversa com a coluna GENTE, passa a limpo alguns momentos da carreira

Por Giovanna Fraguito 10 out 2025, 07h00 •
  • Conhecido por atuar em diferentes papéis nas novelas da TV Globo, o monólogo O Figurante coloca Mateus Solano, 44, em cena sozinho, pela primeira vez, explorando sua dramaticidade através da história de um figurante que começa a questionar sua própria existência. O espetáculo já foi visto por mais de 50 mil pessoas e teve uma sessão única no Festival de Teatro do Rio de Janeiro nesta quinta-feira, 9. Solano, que recentemente anunciou o fim do relacionamento com Paula Braun, 46, após 17 anos, falou com a coluna GENTE sobre carreira, término do contrato com a Globo e sexualidade.

    O Figurante marca sua estreia em espetáculos solos. Mesmo com 20 anos de carreira, é um sentimento diferente? Desde 1996 nessa história de fazer teatro, e aí surgiu a televisão… e a televisão me leva a um lugar que nunca imaginei rapidamente. Hoje consigo levar para o teatro pessoas que às vezes nunca foram, que curtem o meu trabalho de TV. E é minha primeira vez sozinho, esperei um momento certo, né? De alguma forma, para me sentir preparado. Só fazia sentido quando estivesse preparado para tal, o que aconteceu agora, aos 44 anos. Também com o término de uma relação duradoura lá na Globo, que me deixava confortável por um lado, e por outro lado o artístico limitado. Poder criar um texto junto com a minha colega Isabel Teixeira; e a partir desse texto ganhar o Brasil, é uma realização gigantesca.

    Você já foi figurante antes de se tornar protagonista? Uso a profissão do figurante para falar da sensação que pode haver, cada um na sua profissão, cada um na sua vida. Em uma vida automatizada e sem sentido. Tanto o gari, quanto o senhor da grande empresa, que termina sua vida, olha para o lado, não tem ninguém, mas ele está cheio de dinheiro. É uma vida sem sentido.

    Além da peça, você está no elenco do curta Estrelas Fluorescentes e do longa Ataque ao Metrô. É um momento de investir também no cinema? Estou investindo no teatro. O teatro é o lugar, me lembro de vir falar para a Paula: ‘vou para Portugal, ficar lá um mês e ensaiar’. Porque o Miguel Thiré mora lá, e tive esse mês sabático criando a peça. ‘Vou para lá, vou mesmo, criar uma peça do nada e pagar nossas contas’. Fico orgulhoso de ter conseguido. Isso foi uma coisa que investi. O cinema, a televisão, são coisas que vão aparecendo. Muita gente na rua fala: ‘quando você vai fazer outra novela?’. E falo: ‘bom, escreve uma e me chama’.

    Depois de sair da Globo, você veio a público criticar a empresa por não pagar direitos autorais nas reprises. O que é justo nessa questão? O justo é pagar, mas é o mais difícil de acontecer, cada vez mais. Estamos lutando ali pelos 12%, no caso do dinheiro que a Netflix não paga, e não paga imposto e recolhe tudo que ela ganha aqui no Brasil. A gente luta para que 12% dessa grana fique no Brasil, para ser investida em produto nacional. A Globo mais certamente, sem faltar, nos paga. Mas cada vez mais, com a pulverização da nossa imagem, enquanto as pessoas vendem comercial para passar entre o nosso trabalho, a gente não ganha nada com isso. E no final das contas somos a razão para passar de novo a novela. Se vai passar a novela do Félix, por que senão para ver o Félix? E vai assistir ao comercial. Portanto, a gente precisa rever isso, né? Multiplicam-se as formas de explorar o nosso trabalho, mas não se multiplicam as formas de nos remunerar.

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    Uma das motivações para sair da emissora foi expandir sua capacidade artística. Faltavam papeis interessantes? Tive papéis interessantes, passando pelo vilão Félix e pelo Zé Bonitinho, realmente não tenho o que reclamar nesse sentido. Mas às vezes não tinha tempo, porque estava numa novela que me tomou um ano, um ano e meio de vida. O salário pagava para estar lá, à disposição dos papéis e para o dia a dia que a Globo me oferecesse. Não sei nem se limitador é a palavra certa, mas de certa forma tem um incômodo de contrato.

    O vilão Félix, da novela Amor à Vida, é um dos mais emblemáticos da recente TV brasileira. O que ele implicou na sua vida positiva ou negativamente? Não tem nada de negativo. Félix é a grande realização profissional e artística da minha vida. Você fazer um país inteiro parar para discutir preconceitos é a coisa mais forte para um artista. É o que quero no teatro, é o que quero para meus personagens.

    O questionamento sobre sua sexualidade te incomoda? Lembro que depois do Félix as pessoas falavam: ‘Ih, agora o personagem não sai dele, está lá dando pinta e coisa e tal’. Falo: ‘Gente, dou pinta muito antes do Félix. Aliás, emprestei a minha pinta para o Félix e não contrário’. Sou eu que empresto as minhas ferramentas e os meus trejeitos para o personagem, e não o contrário. Então, não me incomoda absolutamente.

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