O preconceito de escolas de samba com mestre de bateria mulher
À coluna GENTE, Ciça afirma que falta oportunidade para elas nas agremiações
Mestre de bateria, um dos cargos mais importantes nas escolas de samba, é há décadas dominado pela figura masculina. Atualmente, não há mulher no comando do “coração” Grupo Especial. Moacyr da Silva Pinto, o Ciça, mestre da Unidos de Viradouro e tema do enredo da agremiação deste ano, acredita que há pouca oportunidade para figuras femininas na área. “Existe um preconceito de algumas escolas em relação a isso, mas tem mudado devagarinho. Existe aquela ideia de que o homem precisa ser mestre, as escolas preferem. Mas algo é certo, existem mulheres extremamente capacitadas”, diz à coluna GENTE.
Essa barreira, contudo, foi quebrada no Grupo de Acesso. Laísa Lima, filha de Laíla e diretora de bateria da Beija-Flor, é mestre da Arranco do Engenho de Dentro. “Choro de alívio e felicidade ao ver minha família Sensação na avenida, juntinhos pela primeira vez na Marquês de Sapucaí. A alegria tomou conta de mim”, diz ela, que vem colhendo frutos de seu talento.





