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O segredo dos intérpretes das escolas de samba para proteger o ‘gogó’

De cachacinha pós desfile até tratamento com laser

Por Tatiana Moura 15 fev 2026, 16h00 •
  • Uma das figuras mais importantes do Carnaval é o intérprete, que mantém por mais de uma hora o ritmo e o canto das escolas de samba. Responsáveis por levantar a Sapucaí e dar voz ao samba-enredo, eles têm a difícil missão de manter a voz aquecida e a garganta “afiada”. Alguns dos cantores revelam para a coluna GENTE os segredos que têm para cuidar do vocal. Confira:

    Zé Paulo Sierra, da Portela. “O tratamento psicológico é fundamental, a responsabilidade aqui é grande. Mas hoje chego feliz, de verdade. Estou fazendo fonoaudióloga, bebendo muita água. E é claro, durmo bem”.

    Igor Sorriso, do Salgueiro. “Primeiro, a gente prepara o coração, porque poder cantar na nossa escola de coração é sempre emocionante. E aí que vem a preparação vocal. Descansar o corpo, dormir bem, se hidratar bastante e cuidar da voz. Faço tratamento fonoaudiológico durante o ano inteiro para esse momento”.

    Emerson Dias, da Acadêmicos de Niterói. “A gente que trabalha no Carnaval coloca muita potência e força na voz. Trabalhamos praticamente cantando, como se fosse um maratonista. Eu faço fono o ano inteiro, sem parar, porque é uma manutenção. É preciso também energia para manter a voz sempre lá em cima”.

    Pixulé, do Paraíso do Tuiuti. “A arma do cantor é o sono. É dormir e se alimentar bem. Um exercício vocal talvez, e olha de lá. Bebi muito líquido hoje, dormi bastante e estou aqui. Depois do desfile, a minha cachacinha, que eu não sou de fé (risos)”.

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    Tinga, da Vila Isabel.  “Aula de canto, tomar bastante água e descansar. A gente se prepara bastante. O descanso é o remédio do cantor”. 

    Dowglas Diniz, da Mangueira. “A saúde vocal é importante para todos os cantores. Antes de qualquer ensaio ou evento, faço tratamento com laser,  para poder tirar alguma inflamação que possa atrapalhar”. 

    Igor Vianna, da Mocidade. “Fonoaudióloga, aula de canto e bastante água. O medo de ficar nervoso sempre tem, mas a gente faz os exercícios e dá tudo certo”. 

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    Marquinhos Art’Samba, da Unidos da Tijuca. “Eu treino muito a voz, faço hidratação, gargarejo, nebulização e exercício. Além do sono, que é importante. Eu sou muito espiritualizado também, minha mãe está lá em casa rezando para que tudo dê certo”.

     

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