Os países em que Elon Musk mais se mete quando o assunto é política
Bilionário já opinou sobre o cenário político do Reino Unido, Alemanha e Venezuela

Elon Musk foi nomeado por Donald Trump chefe do Departamento de Eficiência Governamental, entrando oficialmente no cenário político dos Estados Unidos. No entanto, mesmo com o cargo oficial, o CEO do X não deixa de opinar sobre a política de outros países. Em uma série de declarações nas redes sociais feitas, Musk reacendeu o debate sobre abuso sexual de crianças no Reino Unido. O bilionário afirmou que o premiê britânico Keir Starmer é “cúmplice das violações em massa em troca de votos” e chamou a ministra da Proteção de Menores Jess Phillips de “apologista do genocídio da violação”. Anteriormente, ele veio à público pedir a libertação do ativista de extrema-direita Tommy Robinson e pediu uma nova eleição no país.
Nesta quinta-feira, 9, Musk pediu para que os alemães votassem no partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD) na eleição no país em 23 de fevereiro. Ele alegou que os EUA estão despertando depois da eleição de Trump e que a Alemanha deve seguir o mesmo caminho. Musk também já entrevistou a líder do AfD, Alice Weidel, que fez duras críticas à ex-primeira-ministra Angela Merkel por arruinar a Alemanha com as políticas imigrátorias e pela educação “woke socialista” no país. “O vírus da mente woke infectou gravemente a Alemanha”, respondeu o bilionário.
As intervenções, no entanto, não são novas. Musk chegou a receber uma ligação do presidente de Israel, Isaac Herzog, que pediu ajuda para pressionar ambos os lados para firmar um acordo de libertação de reféns israelenses sequestrados pelo Hamas. Em novembro, ele viajou ao país para se encontrar com líderes e parentes dos sequestrados para se redimir por uma publicação em que afirmou que os judeus impulsionam “ódio contra os brancos”. Ele também comprou briga com o Brasil por não seguir as normas impostas por Alexandre de Moraes, deferindo ofensas ao ministros antes do X ser suspenso no país.
O bilionário também comprou briga com Nicolás Maduro após um perfil publicar um vídeo do ditador venezuelano conversando com as forças armadas do país. Na postagem, o usuário escreveu que o bolivariano queria manter Musk fora do país a todo o custo – apesar de Maduro não ter o mencionado. “Vou te levar para Guantánamo (prisão militar em Cuba) em um burro”, disse.