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Das passarelas às ruas, a moda em movimento

Como Margot Robbie usa a moda para responder complôs em Hollywood?

Como a estrela transformou o método de vestir em arma de poder e segue no topo vestindo narrativas e respondendo à altura

Por Simone Blanes Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 3 fev 2026, 14h24 • Atualizado em 3 fev 2026, 14h51
  • “Dê-me um vestido e eu conquisto o mundo”. A frase nunca foi dita exatamente assim, mas poderia muito bem sair da boca de Coco Chanel (1883-1971), que acreditava que a moda não existe apenas nos vestidos, mas “no céu, na rua, nas ideias”. Em tempos de Hollywood como arena de narrativas, poder e imagem, quem melhor entendeu essa máxima foi Margot Robbie.

    Desde o furacão rosa de “Barbie”, Margot não apenas consolidou seu posto como a atriz mais poderosa da indústria, como também redefiniu a forma como estrelas usam a moda para ampliar — e dominar — o storytelling de seus filmes. O sucesso foi tão estrondoso que, segundo o Radar Online, teria causado certo desconforto nos bastidores, especialmente entre duas amigas e gigantes do Oscar: Emma Stone e Jennifer Lawrence. As duas, dizem as fontes, estariam preparando um projeto inspirado na Miss Piggy, dos Muppet Babies, para tentar repetir a fórmula de transformar um ícone pop em uma comédia milionária.

    Mas enquanto Hollywood cochicha, Margot responde — não com entrevistas, nem com indiretas, mas com roupa.

    Foi com “Barbie” que ela e o stylist Andrew Mukamal elevaram o chamado “method dressing” ou “método de vestir” ao status de ferramenta de marketing, moda e cultura pop (que virou até livro). Ao transformar cada aparição pública em uma extensão do figurino do filme, Margot criou um fenômeno que extrapolou o cinema e virou tendência global. Não por acaso, o movimento foi rapidamente abraçado por estrelas como Ariana Grande e Cynthia Erivo em “Wicked”, e até ganhou ecos no Brasil, com Fernanda Torres incorporando o espírito do método em tapetes vermelhos para homenagear Eunice Paiva, sua personagem de “Ainda Estou Aqui”.

    Agora, enquanto Emma e Jennifer apostam nos bastidores e em novos projetos para disputar a coroa, Margot dobra a aposta no território que ela domina como poucas: a moda como narrativa. Ignorada pelo Oscar por “Barbie”, ela transforma o lançamento de “O Morro dos Ventos Uivantes” em mais um desfile conceitual a céu aberto.

    O filme já vinha dando o que falar pela noiva etérea e pelas referências que misturam romantismo gótico e fantasia pop — tudo assinado por Jacqueline Durran. Mas foi na turnê de divulgação que Margot mostrou, mais uma vez, por que joga em outra liga.

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    O recente look Chanel, usado na estreia do filme em Paris, não era apenas um vestido, mas um manifesto. Silhueta dramática, aura vintage, joias históricas — incluindo um colar com passado hollywoodiano — e a clara intenção de transformar cada aparição em capítulo de uma história maior. A repercussão foi imediata: redes sociais em polvorosa, editoriais, análises, comparações, memes, tendências. Não se falava apenas do filme. Só se falava em Margot. E, principalmente, do que ela estava vestindo.

    Assim, enquanto outras disputam projetos, números e estatuetas, a eterna Barbie disputa algo mais sutil — e talvez mais poderoso: o imaginário. Ela atua, encarna, mas principalmente — e literalmente — veste a personagem. E no tapete vermelho transforma moda em linguagem e looks em capítulos de uma narrativa que, querendo ou não, mantém seu nome no centro da conversa.

    Porque, como já ensinava a própria Coco Chanel, “a moda passa, o estilo é eterno”. E, no jogo de Hollywood, Margot Robbie entendeu antes de todo mundo que estilo — quando bem vestido — é poder inesgotável.

    Margot Robbie veste Chanel na turnê de
    Margot Robbie veste Chanel na turnê de “O Morro dos Ventos Uivantes” em Paris (Stephane Cardinale - Corbis/Corbis/Getty Images)
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