Alagoas dobra número de assentos em voos internacionais
Número reflete estratégia do estado para se consolidar como destino turístico global
As praias de água cristalina, as piscinas naturais e as falésias, que fizeram Alagoas um dos destinos mais procurados pelos brasileiros, caminham para se consolidar no turismo internacional. No início deste ano, o estado mais do que dobrou a capacidade de receber turistas estrangeiros. Entre janeiro e abril, a quantidade de assentos disponíveis para venda nas companhias aéreas saltou 134% em comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o total passou de 8.583 lugares em 2025 para 20.100 neste ano.
O número de voos internacionais também cresceu de forma expressiva: foram 48 operações nos quatro primeiros meses de 2025, contra 107 no mesmo intervalo de 2026 — alta superior a 120%. Na prática, isso significa mais frequências, maior conectividade e mais opções de entrada direta de turistas estrangeiros no estado, reduzindo a dependência de conexões em outros aeroportos do país.
De acordo com a secretária de Turismo, Bárbara Braga, a ampliação da malha aérea internacional faz parte de uma estratégia para diversificar os mercados emissores e consolidar Alagoas como destino competitivo fora do Brasil. Recentemente, o estado confirmou duas operações diretas vindas do Uruguai para a Semana Santa, reforçando esse movimento de internacionalização. A expansão da demanda já começa a se refletir na rede hoteleira: atualmente, 22 hotéis estão em construção, ampliando a capacidade de hospedagem e sinalizando confiança do setor no crescimento contínuo do turismo alagoano. Se continuar neste ritmo, o estado pode ter o melhor ano de sua história, com previsão de superar 1,3 milhão de passageiros no Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares.
Os números positivos do turismo no estado refletem um movimento mais amplo. Em 2025, o Nordeste teve o melhor ano de sua história na aviação, registrando mais de 771 mil passageiros em voos internacionais diretos, reduzindo a dependência de conexões. A capital de Portugal, Lisboa, se manteve como a principal conexão internacional, concentrando cerca de 40% do fluxo.





