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Caso Milena no BBB 26 expõe rótulos e autodiagnóstico nas redes

Coluna GENTE falou o médico psiquiatra Daniel Martins de Barros

Por Giovanna Fraguito 7 fev 2026, 20h00 •
  • Durante o confinamento no Big Brother Brasil 26, comentários nas redes sociais passaram a especular que Milena teria autismo. Com a repercussão, a equipe que administra as redes da participante divulgou um comunicado oficial negando qualquer diagnóstico e alertando para os riscos de especulações feitas sem base médica. A coluna GENTE falou com o médico psiquiatra Daniel Martins de Barros, autor do livro Sofrimento não é doença: Nem todas as dores precisam de remédio, mas todas merecem cuidado (Editora Sextante), sobre os estigmas e estereótipos em relação a termos como Transtorno do Espectro Autista (TEA) e bipolaridade.

    Quando um comportamento “fora do esperado” vira “transtorno” na cabeça do público? Por que as redes sociais tendem a pular direto para um rótulo? Isso depende muitas vezes do quanto as pessoas entendem que aquele comportamento pode ser explicado pelas circusntâncias, o quanto ele é justificado. Se por qualquer motivo ele parece imprevisível ou injustificado, mesmo que seja apenas pela forma como a cena foi editada, o público tende a explicar como um transtorno, como se essa fosse a única explicação que sobra. Isso acontece mais ainda nas redes sociais, porque onde falta profundidade as explicações ligeiras ocorrem mais.

    Em um reality como Big Brother Brasil, com estresse, privação de privacidade e conflito o tempo todo, como isso pode intensificar comportamentos e dificultar leituras de fora? O contexto ali é extremamente atípico, e o recorte dos comportamentos das pessoas muito breve – com isso fica claro como é irresponsável extrapolar algo visto ali para a vida toda da pessoa.

    No caso de termos como Transtorno do Espectro Autista (TEA) e bipolaridade circularem como explicação para “agir diferente”, quais são os estigmas e estereótipos mais comuns que você percebe? Normalmente o diagnóstico que é mais invocado como explicação é aquele que está em evidência – já foi depressão, já foi pânico, depois veio a bipolaridade e agora as neuroatipias. O que é um problema, porque nesses momentos de “moda”, surge confusão entre sofrimento e doença.

    O que é autodiagnóstico e por que ele tem apelo hoje? Em que situações ele pode atrapalhar mais do que ajudar? O autodiagnóstico é essa ilusão de as pessoas acharem que são capazes de determinar sozinhas que estão doentes e determinar qual doença é. Claro que tem um lado interessante, porque mais pessoas que realmente precisam acabarão buscando ajuda. O problema é quando reduzimos a experiência da vida a um transtorno, achando que basta trata aquilo para resolver a vida toda, o que raramente é o caso.

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