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E agora, Kim Kardashian? O que esperar do futuro da Balmain

A saída de Olivier Rousteing e a chegada de Antonin Tron marcam uma transição entre o glamour digital e a introspecção criativa

Por Simone Blanes Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 13 nov 2025, 20h00 • Atualizado em 13 nov 2025, 21h19
  • Durante 14 anos, Olivier Rousteing não foi apenas o diretor criativo da Balmain — foi o rosto, a voz e o filtro dourado que literalmente traduziu a maison francesa para a era das redes sociais. Agora, com sua saída e a chegada de Antonin Tron, fundador da Atlein, a marca entra em um novo ciclo. E talvez este seja o sinal mais claro de que a moda está, realmente, virando a página do glamour instagramável que definiu a última década para apostar em mais introspecção para a criação artística.

    Rousteing foi o homem que entendeu, antes de todos, o poder das telas e das celebridades como embaixadoras de desejo. Quando conheceu Kim Kardashian no Met Gala de 2013, ambos eram outsiders em busca de legitimidade — ela, ainda subestimada pela elite fashion; ele, o jovem prodígio negro de 25 anos, sem sobrenome aristocrático nem pedigree couture. Unidos por essa rebeldia, construíram juntos uma estética que moldou os anos 2010: vestidos ultra-ajustados, bordados reluzentes e um culto à imagem que transformou o feed em passarela.

    De Rihanna a Beyoncé, de Kylie Jenner a Naomi Campbell, Rousteing criou um exército — o icônico #BalmainArmy — que não apenas usava suas roupas, mas propagava seu manifesto: luxo é acesso, é poder, é voz. Ele foi o primeiro a compreender que em tempos de redes sociais, o reflexo do flash valia tanto quanto o corte do tecido. E, enquanto o establishment franzia o cenho, Olivier transformava curtidas em capital simbólico, e a Balmain, em uma das maisons mais comentadas, inclusivas e espetaculares do planeta.

    Olhar para dentro

    Mas o tempo das narrativas brilhantes parece ter dado lugar a uma busca por silêncios criativos. A nomeação de Antonin Tron, um designer conhecido pela precisão, sensualidade sutil e sensibilidade artesanal, aponta para um reposicionamento de espírito. Formado em Antuérpia, Tron traz um olhar técnico e refinado — o oposto do espetáculo visual que definia Rousteing. Seu trabalho na Atlein, baseado em cortes fluidos e materiais sustentáveis, revela uma abordagem quase introspectiva, em sintonia com o momento atual da moda: menos sobre performance, mais sobre essência.

    Tron assume um legado monumental — e também uma missão delicada: redefinir o que é “ser Balmain” em tempos de sobriedade. A maison, que sob Rousteing viveu de luzes e multidões, agora busca um equilíbrio entre tradição e modernidade, brilho e profundidade.

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    Rachid Mohamed Rachid, presidente da Balmain, já sinalizou que o novo diretor criativo deverá unir savoir-faire, sensualidade e elegância sob uma nova ótica. A estreia de Tron, prevista para março de 2026, será observada com lupa — e talvez determine não apenas o rumo da marca, mas o tom de uma nova era na moda francesa. Se Rousteing representou o auge da moda como espetáculo digital — com hashtags, selfies e vestidos que viralizavam — e ajudou a tornar Kim Kardashian (agora, construindo uma história com a Margiela) em musa fashion, Tron talvez simbolize o retorno ao silêncio do ateliê, ao gesto de costura, à roupa que fala por si. E a Balmain escreve agora um novo capítulo que ainda deve brilhar, só que dessa vez de dentro para fora. Resta saber, porém, se com a mesma graça.

    Antonin Tron: novo estilista da Balmain tem olhar mais sutil
    Antonin Tron: novo estilista da Balmain tem olhar mais sutil (Dominique Maître/WWD/Penske Media/Getty Images)
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